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14 de abril de 2009

Divulgado monitoramento de agrotóxicos em alimentos

O pimentão foi o alimento que apresentou o maior índice de irregularidades para resíduos de agrotóxicos, durante o ano de 2008. Mais de 64% das amostras de pimentão, analisadas pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) (PDF) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apresentaram problemas. O morango, a uva e a cenoura também apresentaram índices elevados de amostras irregulares, com mais de 30% cada.
No lançamento dos dados do Programa, nesta quarta-feira (15), em Brasília (DF), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, destacou a importância do trabalho da Anvisa no monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos. "No Brasil, a segunda causa de intoxicação, depois de medicamentos, é por agrotóxicos, o que tem uma dimensão importante", afirmou Temporão.
Os desvios detectados pelo PARA foram: teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso não autorizado para determinadas culturas. No balanço geral, das 1773 amostras dos dezessete alimentos monitorados (alface, batata, morango, tomate, maça, banana, mamão, cenoura, laranja, abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva), 15,28% estavam insatisfatórias. A cultura de tomate foi a que apresentou maiores avanços quanto à diminuição dos índices de irregularidades. Em 2007, 44,72% das amostras de tomate analisadas apresentaram resíduos de agrotóxicos acima do permitido. No último ano, esse número caiu para 18,27%.
O arroz e o feijão, coletados pela primeira vez no Programa de 2008, apresentaram índices de irregularidades de 3,68% e 2,92% respectivamente. Juntamente com a manga, batata, banana, cebola e maçã, esses dois alimentos apresentaram os menores teores de irregularidade detectados.
A batata, que em 2002, primeiro ano de monitoramento do Programa, apresentou um índice de 22,2% de uso indevido de agrotóxicos, teve o nível reduzido para 2%. A banana, que chegou a apresentar índice de 6,53% neste período, fechou 2008 com incidência de 1,03% de irregularidades.
Chama atenção, nos resultados do Programa, o uso de agrotóxicos não permitidos, em todas as culturas analisadas. Ingredientes ativos banidos em diversas partes do mundo, como acefato, metamidofós e endossulfam, foram encontrados de forma irregular nas culturas de abacaxi, alface, arroz, batata, cebola, cenoura, laranja, mamão, morango, pimentão, repolho, tomate e uva.
Cuidados
Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.
É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.
Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes nas superfícies dos alimentos.
PARA
O objetivo do PARA, criado em 2001, é manter a segurança alimentar do consumidor e a saúde do trabalhador rural. O Programa, coordenado pela Anvisa em conjunto com os órgãos de Vigilância Sanitária Estaduais e Municipais, abrange, atualmente, 25 estados e o Distrito Federal.
Em 2008, realizaram coletas em supermercados (de acordo com o plano de amostragem) os estados do Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. Neste mesmo ano, as ações de ampliação do Programa treinaram os estados de Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima. Os dez estados treinados, mais São Paulo, participarão do PARA em 2009.
A escolha dos itens analisados pelo Programa leva em consideração a importância destes alimentos na cesta básica do brasileiro, o consumo, o uso de agrotóxicos e a distribuição das lavouras pelo território nacional. No último ano, o PARA acompanhou oito novas culturas, até então nunca monitoradas: abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva.
O Programa funciona a partir de amostras coletadas pelas vigilâncias sanitárias dos estados e municípios. No último ano, as amostras foram enviadas para análise aos seguintes laboratórios: Instituto Octávio Magalhães (IOM/FUNED/MG), Laboratório Central do Paraná (LACEN/PR) e Instituto Tecnológico de Pernambuco (ITEP), nas quais foram investigadas até 167 diferentes agrotóxicos.
Caso a utilização de agrotóxicos esteja em desacordo com os limites permitidos pela Anvisa, os órgãos responsáveis pelas áreas de agricultura e meio ambiente são acionados para rastrear e solucionar o problema.
"Trabalhadores rurais são expostos a estes agrotóxicos sem os equipamentos próprios para o manejo destes produtos", explica José Agenor Álvares, diretor da Anvisa. As medidas em relação aos produtores são, principalmente, de orientação para que sejam adotadas as Boas Práticas Agrícolas (BPAs).
Ações Práticas
1. Realizar reuniões nos Estados, com os órgãos de vigilância sanitária e agricultura e os representantes dos supermercados, dos produtores rurais, do Ministério Público e da Sociedade Civil para o estabelecimento de ações conjuntas.
2. Reavaliar ingredientes ativos de importância toxicológica evidenciada pelos resultados do PARA.
3. Dar continuidade às ações de fortalecimento da rede de referência de Laboratórios de Saúde Pública para o monitoramento de resíduos de agrotóxicos nos alimentos.
4. Continuar ampliando o quantitativo de amostras e a diversidade das culturas envolvidas no PARA.
5. Seguir ampliando as estratégias junto aos Estados para a rastreabilidade de produtos in natura.
6. Fomentar a estruturação da assistência técnica rural para aprimorar a qualificação do produtor.
7. Organizar e fomentar ações e campanhas educativas voltadas para todos os atores sociais envolvidos na cadeia produtiva de Frutas, Verduras e Legumes : dos trabalhadores rurais aos consumidores.
8. Elaborar uma versão da nota técnica comentada para ser disponibilizada nas estruturas de divulgação da Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde e outros canais de comunicação direta com a sociedade.
9. Incluir as ações do PARA no Plano Integrado de Vigilância e Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
10. Estabelecer parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), por meio do Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (ATES) da Diretoria de Desenvolvimento de Projetos de Assentamento Rural.
11. Definir as ações a serem desenvolvidas em relação aos ingredientes ativos que apresentaram maior freqüência de irregularidades e para as culturas com grande número de resultados insatisfatórios.
12. Fortalecer os programas de governo já existentes, como o de produção integrada e o de produção orgânica.
13. Solicitar ao Ministério da Agricultura a adoção de medidas que limitem a importação de agrotóxicos que são encontrados pelo PARA apesar de terem severas restrições internacionais, e cujos níveis de importação estão acima do teto histórico.
14. Fomentar a integração das ações voltadas para o monitoramento de resíduos de agrotóxicos efetuados por diferentes instituições públicas, federais e estaduais.
15. Agilizar a publicação de normas técnicas para as culturas com suporte fitossanitário insuficiente e para os produtos destinados à produção orgânica de alimentos.
16. Integrar regionalmente as ações fiscalizatórias das Vigilâncias Sanitárias e das Secretarias de Agricultura.
17. Informar o Ministério da Agricultura e a Polícia Federal quanto à presença de agrotóxicos proibidos no país, encontrados nas culturas analisadas pelo PARA.
18. Apoiar ações desenvolvidas pela Associação Brasileira de Supermercado (ABRAS) no que tange: a geração de dados e informações sobre o consumo e qualidade de Frutas, Verduras e Legumes (FLVs); a organização de sistemas de ¿Alerta rápido para acidentes de consumo¿ objetivando a construção de base histórica de solução de problemas; o estabelecimento de mecanismos que permitam aos Supermercados informar e orientar o Consumidor e o compartilhamento da base de dados sobre monitoramento interno da qualidade de FLVs junto aos órgãos pertinentes;
19. Fortalecimento das ações da Produção Integrada-PI através da divulgação dos benefícios de sua utilização como agricultura sustentável, que profissionaliza o setor, através da adoção de tecnologia e capacitação, acarretando entre vários benefícios a redução da utilização de agrotóxicos nos alimentos e produtos derivados
20. Incentivar e aumentar a abrangência de atuação dos projetos SAPI e Orgânicos como parte de políticas públicas, como por exemplo: alimentos de Produção Integrada e Orgânicas na merenda escolar
21. Incentivar e apoiar o Programa Pró-Orgânico do Ministério da Agricultura para ampliar a oferta de produtos que não utilizam agrotóxicos
Fonte: Anvisa

1 de fevereiro de 2009

Óleo de cozinha pode virar biodiesel

O óleo de fritura é utilizado e depois descartado em pias, tanques e esgotos. A etapa posterior a esse caminho trivial do resíduo de cozinha, no entanto, é desconhecida pela maioria das pessoas, que não imaginam ser o alimento uma da substâncias mais nocivas ao meio ambiente. Estima-se que é necessário apenas um litro do produto despejado para poluir um milhão de litros de água. A fim de reduzir o impacto ambiental causado pelo óleo, a pesquisadora do Departamento de Química da Universidade Federal Rural de Pernambuco (DQ-UFRPE), Cláudia Bejan, desenvolveu um projeto de coleta e reciclagem do material, que pode virar até matéria-prima para biodiesel.
Inicialmente, o trabalho se tratava de um curso de extensão para jovens de uma escola da rede pública de ensino, onde aprenderiam a coletar e armazenar o óleo de cozinha. Idealizado em janeiro de 2008, o projeto foi posto em prática entre os meses de abril e junho deste ano. Após terem noções de sustentabilidade – empreendimento humano ecologicamente correto e economicamente viável, com o objetivo de preservar a biodiversidade –, os estudantes passaram a visitar casas, bares, restaurantes e outros estabelecimentos que lidam com alimentação, para recolher o material e conscientizar a comunidade sobre os impactos causados pelo óleo de fritura.
Durante a realização do projeto, surgiu a oportunidade de parceria com a Usina Piloto de Biodiesel do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), em Caetés, a 249 quilômetros do Recife, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Lá, o óleo recolhido pelos estudantes, através da reciclagem, seria utilizado na produção de biodiesel, que ainda está em fase de teste. De acordo com Cláuda Bejan, o aproveitamento do óleo de fritura é de 90%. Ou seja, de cada 100 litros de óleo de fritura processados, 90 são transformados em biodiesel.
Seja para evitar o derrame de material nocivo em fossas e esgotos ou para obter matéria-prima para produção de biodiesel, a coleta do óleo de fritura é imprescindível para atender as necessidades sustentáveis do presente. Segundo a idealizadora do projeto, Cláudia Bejan, a iniciativa é mais que necessária para a preservação da saúde dessa geração e das gerações futuras. “O óleo de fritura é, no meio ambiente, totalmente prejudicial ao seres vivos. Além de impedir a oxigenação da água, ele provoca o entupimento de fossas e esgotos, que enchem durante períodos de chuva, trazendo doenças para a população, polui rios e solos e provoca a morte de animais aquáticos. Para que isso não aconteça, não se deve descartar o óleo”, alerta a pesquisadora.
Proposta – A necessidade da conscientização da sociedade em relação aos cuidados com o óleo de fritura chamou a atenção da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco. Durante a solenidade de encerramento do projeto-piloto da professora Cláudia Bejan, surgiu, da secretaria, o convite de levar o trabalho para outras escolas da rede pública do Estado. A implantação do projeto está sendo estudada pela pesquisadora da UFRPE.

Fonte:
UFRPE
Para mais informações: 3320.6371 (Departamento de Química).

16 de janeiro de 2009

Programa Social de Combate à Fome

O Programa Sopa Amiga, criado durante a última administração do ex-governador Miguel Arraes e retomado durante o início do Governo de Eduardo Campos, é hoje parcela importante no desenvolvimento nutricional de muitas crianças no Estado. A sopa é distribuída em dezenas de creches da Região Metropolitana do Recife, a exemplo do Instituto Tia Sara, na comunidade Roda de Fogo, um das primeiras atendidas pelo programa.

Desde março de 2007, milhares de quilos de tomate, jerimum, batatinha, repolho e outros produtos considerados sem atrativo para o consumidor - que muitos preferem chamar de “estragados” - são reaproveitados no Centro de Abastecimento Alimentar de Pernambuco - Ceasa/PE, vinculado à Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária do Estado. Esses alimentos passaram a ser utilizados como suprimento alimentar de milhares de crianças, adolescentes, idosos, pacientes que contraíram o vírus HIV, além de dependentes químicos e gestantes.
Hoje, o Sopa Amiga está presente em 37 entidades beneficiadas, entre associações e escolas comunitárias, e entidades assistenciais localizadas no Recife e nos municípios de Jaboatão, Olinda, Paulista, Vitória de Santo Antão e Cabo de Santo Agostinho. São distribuídos cerca de 10 mil pratos de sopa acompanhados de um pão francês.
Entre outros beneficiados estão 50 dependentes químicos assistidos pela entidade Desafio Jovem - Várzea-Recife; pelo projeto Amigos de Dom Hélder Câmara, de Vitória de Santo Antão e, pelo menos, 600 pessoas, entre gestantes e nutrizes, idosos e crianças até cinco anos de idade. O mesmo ocorre com 150 crianças que recebem o apoio da Associação dos Pais e Amigos Responsáveis Vivendo com o HIV, de Cabo de Santo Agostinho.
No Recife, as Kombis do Sopa Amiga fazem a distribuição da “sopa expressa” - que chega quentinha em baldes de 50 quilos nas comunidades dos bairros mais populares da Capital, como Totó, Torrões, Caçote, Novo Detran, Jordão Baixo, Ibura e Coque, entre outros. Na comunidade do Detran foi criada a Associação Beneficente Clube do Sopão, onde são entregues 100 pratos de sopa e um pãozinho para cada pessoa beneficiada.
Preferência - Os ingredientes utilizados na fabricação da Sopa Amiga - folhas, jerimum, batatinha, arroz, tomate, repolho, macarrão, carne etc. - asseguram ao alimento preferido pela garotada das creches comunitárias da Região Metropolitana do Recife um considerável valor nutricional. Cada 100 gramas da sopa contém 200 calorias, 23% de carboidratos, 14% de proteínas, além de 6% de fibras, 4% de sais minerais e apenas 3% de gorduras.
De acordo com o gerente do programa, o químico Domingos Sávio Dornelas, o conteúdo de nutrientes na sopa vem repercutindo de forma crescente dentro e fora de Pernambuco, resultando em constantes pedidos de apoio por parte de prefeituras, entidades da sociedade civil e de outras Ceasas, como a do Rio Grande do Norte, que já está com seu programa em desenvolvimento.
A assistente social, Sheila Ferreira, que faz o acompanhamento do programa nas comunidades, afirma que o número de entidades que procuram o programa é algo extraordinário, sendo impossível atender a demanda. “Cada dia recebemos pedidos de entidades - principalmente prefeituras, para contemplar outros municípios, o que estamos fazendo na medida do possível”, assegura.
O diretor de Programas Especiais da Ceasa, Gustavo Melo, disse que o Sopa Amiga é hoje de inquestionável importância social, com resultados altamente significativos, na medida em que contribui para o desenvolvimento nutricional de um grande número de crianças carentes.
Credibilidade - O presidente da Ceasa, Romero Pontual, ressalta que, aliado a outros programas sociais, o Sopa Amiga é uma espécie de “carro chefe” que vem contribuindo para sensibilizar um bom número de empresários que se transformaram em grandes parceiros que hoje fazem doações de vários produtos destinados à Fábrica de Sopa, instalada no antigo Instituto Alimentar de Pernambuco - IAPE, criado pelo ex-governador Miguel Arraes, que funciona nas dependências da Ceasa-PE.
Para se ter uma idéia da generosidade dos parceiros, no balanço de 2008, onde foram produzidos 975 mil pratos de sopa - e igual quantidade de pães, as contribuições dos empresários foram fundamentais para o êxito do programa. As doações de hortícolas - hortaliças diversas - somaram 448.605 quilos, enquanto outros insumos - carne, arroz, macarrão etc. atingiram 13.893 quilos. Foram reaproveitados - (deixaram de ir para o lixo) 101.186 quilos de hortícolas. Entidades da sociedade civil se aliaram aos empresários da Ceasa e doaram 31.286 quilos hortícolas e outros insumos que se somaram a outros 43.921 quilos de produtos diversos. Entre esses parceiros, estão a Agência de Regulação de Pernambuco - Arpe e a Coopergas.
Fonte:
Portal Gov.PE/CEPE

13 de janeiro de 2009

Agrotóxicos podem influenciar na diminuição da natalidade

O Jornal Estado do Paraná divulgou, na edição de 29 de dezembro de 2008, uma reportagem sobre o estudo realizado pela doutoranda da ENSP, Gerusa Gibson, e pelo pesquisador do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos da ENSP, Sergio Koifman, que aponta a diminuição no número de nascimentos de indivíduos do sexo masculino conforme a exposição demasiada e o consumo elevado de agrotóxicos. O trabalho dos pesquisadores sugere que essas substâncias estariam atuando como desreguladores endócrinos na população.
Fonte:
Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP)

17 de dezembro de 2008

Panorama da Fome na América Latina e Caribe: aumento dos preços dos alimentos e crise financeira desfazem 15 anos de avanços

A região teve êxito na luta contra a fome entre 1990 e 2005, mas a crise finaceira e o aumento dos preços causaram um retrocesso.

O aumento dos preços dos alimentos somado à crise financeira colocam em risco os avanços conseguidos pela América Latina e Caribe e a luta contra a fome desde 1990, alertou a FAO.
Na quarta-feira (10), durante o Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Representante Regional da FAO para América Latina e Caribe, José Graziano da Silva, lamentou que o direito à alimentação ainda esteja ausente da vida de 963 milhões de pessoas ao redor do mundo.
"Infelizmente não entregamos números compatíveis com o que se celebra essa data. Ainda pior, retrocedemos nas metas que nós mesmos havíamos estabelecido, de reduzir pela metade o número pessoas com fome e vivendo em pobreza extrema no mundo até 2015", disse Graziano durante o lançamento do Panorama da Fome na América Latina e Caribe.
Segundo a publicação, entre 1990 e 2005, América Latina e Caribe diminuíram o número de pessoas com fome de 52,6 milhões para 45,2 milhões. Nesse período, os maiores avanços foram conseguidos na América do Sul, onde a população subnutrida caiu de 35,5 milhões a 28,8 milhões. Na América Central, houve uma redução de 5,5 milhões até 5,4 milhões, enquanto que no Caribe houve um pequeno aumento de 7,5 milhões a 7,6 milhões.
No entanto, o aumento dos preços dos alimentos aumentou para 51 milhões o número de pessoas que passavam fome em 2007. É provável que esse número tenha subido ainda mais em 2008 por causa dos preços dos alimentos, que continuaram subindo nos primeiros meses do ano, e da crise econômica.
Políticas públicas podem diminuir o impacto da crise - Ainda que a região e o mundo enfrentem uma situação complicada, o Representante Regional disse que a ação dos governos pode mitigar os efeitos da crise na segurança alimentar.
"Ainda existe tempo para os governos tomarem medidas para evitar que se concretize uma crise anunciada", afirmou Graziano, acrescentando que os governos deveriam ampliar o alcance das políticas sociais que muitos deles já colocaram em marcha.
Essas ações, destacadas no Panorama da Fome, incluem o reforço das redes produtivas e de segurança social, enquanto se formulam políticas que favoreçam a expansão da disponibilidade de alimentos no médio e longo prazo, através de investimentos em infra-estrutura rural e na agricultura.
Pelo lado da produção, as intervenções que melhorem a produtividade e o acesso a mercados de agricultura familiar de população rural pobre são chaves. Em países como Brasil, Chile, Colômbia, Equador e México, por exemplo, a participação desse setor na produção total agrícola varia entre 30% e 70%.
Informações
Panorama da Fome na América Latina e Caribe 2008:
Escritório Regional da FAO Lucas Tavares(56 2) 923 2176RLC-Prensa@fao.org
Representação da FAO no Brasil Isabela Dutra(55 61) 3038 2270isabela.dutra@fao.org
Fonte: Escritório Regional da FAO para América Latina e Caribe

9 de dezembro de 2008

UTILIDADE PÚBLICA!!!

AVISO IMPORTANTE!
Morreu Orlando. Brilhante advogado e pai da modelo Daniela Sarahyba, numa situação absolutamente igual ao que se vem repetindo, com freqüência dolorosa. Ele tinha uma casa e uma lancha em Angra. Ao sair na lancha com amigos, num domingo, levou na geladeira da embarcação latas de cerveja e refrigerantes. No dia seguinte, 2ª feira, estava internado numa UTI e morto na 4ª feira. Ele era um atleta, adorava a vida, e a vivia com intensidade. o exame cadavérico atestou leptospirosefulminante contraída na lata de cerveja que ele havia tomado, sem copo e sem lavar, no barco. O exame das latas atestou que estavam infestadas de urina de ratos,consequentemente de leptóspiras.
MUITO CUIDADO !!! AVISO AOS CONSUMIDORES DE BEBIDAS EM LATA: Toda vez que comprar uma lata de refrigerante, tome cuidado de lavar a parte de cima com água corrente e sabão, se possível, use bucha para lavar. Aqui em casa, é obrigatório lavar as latas com desinfetantes mesmo as que vão à geladeira. Uma amiga da família morreu depois de beber uma soda em lata. Provavelmente ela não limpou a parte superior da lata antes de beber, e a lata estava suja com urina de rato seca, que contém substâncias tóxicas e letais, inclusive leptóspiras, causadoras da leptospirose. Bebidas em lata e outros alimentos enlatados ficam guardados em armazéns que geralmente estão infestados de roedores , e posteriormente são transportados para as lojas de venda sem a devida limpeza. Complementando: Uma pesquisa do INMETRO confirmou que a tampa da latinha do refrigerante é mais poluída que um banheiro público. Segundo essa pesquisa, a quantidade de vermes e bactérias era tão intensa que eles sugeriam que se lavasse a tampa da latinha com água e sabão' .
Dr. Fabio Lopes Olivares
Setor de Citologia Vegetal, Laboratório de Biologia Celular e Tecidual (LBCT);
Centro de Biociências e Biotecnologia (CBB) Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF)
Av. Alberto Lamego, 2000 - Horto 28015-620
Campos dos Goytacazes(RJ) Tel: (24) 726..3838 / Tel(fax): (24) 726.3714

4 de dezembro de 2008

Projeto incentiva consumo de verduras e hortaliças nas creches e pré-escolas do Recife

Não é de hoje que as famílias brasileiras encontram dificuldade para introduzir frutas, verduras e hortaliças na dieta das crianças. Com a diversidade e facilidade na aquisição das diversas guloseimas, doces e salgados, o sabor dos vegetais nem sempre agrada ao paladar de uma geração que se acostumou a fazer do chocolate, dos iorgutes, pipocas e bombons o padrão para aquilo que se considera apetitoso. Além disso, a dificuldade econômico-financeira por que passam diversas famílias impede a muitos a possibilidade de terem sempre à mesa alfaces, tomates frescos, cenouras, batatas, couves, chuchus, entre outros. E foi exatamente com o objetivo de reverter esta situação e favorecer o processo de formação de hábitos alimentares saudáveis junto a crianças de creches e pré-escolas da Cidade do Recife que pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) realizaram um estudo e, com base nos resultados, implementaram um trabalho educativo-pedagógico de intervenção nessa realidade
O projeto Formação de Hábitos Alimentares Saudáveis em Crianças de Creches e Pré-Escolas Públicas de Recife, coordenado pela professora Joseana Maria Saraiva, do Departamento de Ciências Domésticas da UFRPE, iniciou em janeiro de 2008 e engloba as ações do Programa Crescer, da empresa Pepsico do Brasil.
A pesquisadora, juntamente com estudantes dos cursos de Economia Doméstica da UFRPE e Nutrição, da UFPE, iniciou os trabalhos realizando uma pesquisa de campo com crianças atendidas em oito creches do Recife. O resultado desta pesquisa demonstrou que 90% dos meninos e meninas matriculados nessas instituições desconheciam diversos tipos verduras e hortaliças e não tinham o costume de utilizá-las em sua alimentação diária.
Na segunda etapa do projeto, foram implantadas hortas orgânicas dentro das instituições participantes da pesquisa. As hortas receberam cuidados das mães das crianças, sendo as frutas e verduras colhidas divididos entre as unidades de ensino e as famílias. Além disso, as próprias mães participantes foram incentivadas a levarem o conhecimento elaborado nas aulas para suas próprias casas, com o intuito de produzirem verduras e hortaliças em seu próprio quintal.
Num momento posterior, as crianças das oito creches e pré-escolas acompanhadas participaram de uma série de oficinas e encontros lúdico-educativos, ministrados pelos pesquisadores participantes do projeto. Os professores e auxiliares das instituições participantes também foram envolvidos nesse processo. Os encontros tiveram o objetivo de favorecer, de forma participativa e, principalmente, divertida, um maior contato com as verduras e hortaliças por parte dos meninos e meninas, visando o consumo das mesmas e a formação de hábitos higiênico-alimentares saudáveis. A última oficina foi realizada no dia 21 de novembro, na creche Sítio do Cardoso, na Madalena – um self-service de sanduíche natural.
“É importante ressaltar que durante todo este processo as crianças e suas famílias foram sujeitos na construção do conhecimento, participando ativamente todas as ações, e não apenas como meros espectadores”, destacou a professora Joseana Maria Saraiva.
Através de historinhas, filmes, jogos e palestras educativas as crianças atendidas pelo projeto foram tomando conhecimento sobre os diversos tipos de frutas, verduras e hortaliças. As oficinas de preparo de sanduíches naturais, saladas de fruta, sucos e o buffet de hortaliças ajudaram a quebrar a imagem negativa que algumas crianças tinham dos vegetais e favoreceram o consumo destes por parte dos infantes, tanto dentro das instituições de ensino como em suas próprias casas.
“Verificamos que, antes da pesquisa e das oficinas que fizemos, havia pouco conhecimento e aceitabilidade por parte das crianças em relação às verduras e hortaliças. Depois de nosso trabalho, verificamos que houve um crescimento no nível de informação e de consumo, fruto da metodologia utilizada e do caráter acadêmico-científico que damos ao projeto”, concluiu Joseana.
Ao todo, 800 crianças foram beneficiadas pelas ações do projeto.

Fonte: UFRPE

3 de dezembro de 2008

PE sedia encontro sobre alimentos

A contaminação de alimentos por resíduos de agrotóxicos é a temática do 30 Simpósio Brasileiro de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, que acontece hoje e amanhã, a partir das 8h, no Onda Mar Hotel, em Boa Viagem. Idealizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa, o encontro tem à frente a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária - Apevisa, da Secretaria Estadual de Saúde - SES.
O encontro, que contará com conferências e mesas-redondas, terá a participação de especialistas convidados, inclusive de outros países, como EUA e Chile. Espera-se a presença de 300 participantes. O auge do Simpósio será a apresentação da experiência pernambucana com o Programa de Monitoramento de Resíduos de Hortifrutigranjeiros. O programa tem a parceria do Ministério Público, que fiscaliza, controla e providência medidas de combate à venda e produção de alimentos - ao todo, são 17 frutas e verduras -, com resíduos de agrotóxicos.
Fonte: CEPE

1 de dezembro de 2008

Alimentação escolar na pauta do Senado

Gleiceani Nogueira - ASACom
Após uma ampla mobilização que culminou com a aprovação do Projeto de Lei da Alimentação Escolar (PL 2877/2008) pela Câmara dos Deputados, em 5 de novembro, sociedade civil e órgãos do governo agora estão intensificando o diálogo com os parlamentares para aprovação final do projeto no Senado.
O PL da Alimentação Escolar atualiza o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que tem como objetivo atender as necessidades nutricionais dos alunos durante sua permanência em sala de aula, contribuindo para o crescimento, o desenvolvimento, a aprendizagem e o rendimento escolar dos estudantes, bem como promover a formação de hábitos alimentares saudáveis.
Uma comissão formada por representantes do Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar e Nutricional (FBSAN), Articulação Nacional de Agroeocologia (ANA), Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) e Associação Brasileira de Nutricionistas, além do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), está acompanhando permanentemente a tramitação da proposta no Senado.
A expectativa é que o projeto seja aprovado ainda este ano, tendo em vista o centenário de vida de Josué de Castro, que se destacou na luta contra a fome.
Dentre vários avanços, o projeto expande a merenda escolar para o ensino médio e para o ensino de jovens e adultos. Com isso, mais de 12 milhões de estudantes serão beneficiados. Outro aspecto inovador é a inserção da alimentação escolar no projeto pedagógico da escola, através de ações como as hortas escolares e até mesmo de visitas dos alunos às propriedades onde são produzidos os alimentos.
A compreensão da alimentação escolar como direito humano é um dos destaques do projeto também. Vanessa Schottz, secretária executiva do FBSAN, explica que o direito à alimentação escolar vai além da suplementação alimentar dos alunos no tempo da escola, ele implica que as crianças consumam um alimento adequado e saudável. "Essa alimentação tem que ser promotora de saúde, inclusive, respeitando os hábitos alimentares, a cultura dos alunos, e ela precisa ser produzida em base sustentável", conclui Schottz.
Além de fortalecer a política de segurança alimentar, o projeto prevê a articulação com a política voltada para a agricultura familiar, quando estabelece que 30% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Escolar (FNDE), responsável pela merenda escolar, seja destinado à compra de alimentos de pequenos produtores, sem licitação.
"Por isso que um projeto como esse, quando ele coloca a questão da alimentação escolar na perspectiva do direito humano, quando ele articula a compra desses alimentos para o fortalecimento da agricultura familiar e da economia local, ele está na verdade articulando uma série de políticas, que vão para além da própria política de educação", afirma a secretária executiva do FNSAN.
Semi-Árido - A compra de produtos da agricultura familiar trará um impacto para o Semi-Árido, região que abriga o maior número de agricultores/as familiares do País. São cerca de 2 milhões. Além de dinamizar a economia local e gerar renda para as famílias, Vanessa Schottz acredita que o projeto irá mexer na cultura local, na medida em que haverá uma valorização dos alimentos regionais.
"Eu acho que a lei é importante, mas o processo posterior à lei será importante também que é: organizar a produção e estruturar as escolas. Por exemplo, a questão da água. Ela é fundamental. Tanto garantir água para que esses produtores possam produzir alimentos para oferecer às escolas, como nas próprias escolas, você ter água potável para as crianças e para a elaboração desses alimentos no ambiente escolar", ressalta Schottz.
Leia mais
Qualidade da alimentação escolar interfere no rendimento do aluno
Fonte: Assessoria de Comunicação da ASA

27 de novembro de 2008

Projeto de apoio ao cultivo da mandioca

O Governo do Estado promove hoje na cidade de Buíque, a 258 quilômetros do Recife, o 2o Encontro de Produtores de Mandioca do Agreste. O evento reúne técnicos, empresários e agricultores de 30 municípios da região e tem como objetivo o lançamento do Projeto de Desenvolvimento Regional Sustentável da Mandiocultura no Agreste Pernambucano e a discussão de medidas relacionadas à safra de 2009/2010.
“Esse projeto prevê mobilizar, sensibilizar, qualificar e inserir os agricultores e suas famílias na cadeia produtiva da mandioca, apoiando o fortalecimento sustentável dessa cultura. A proposta é incrementar o acesso, a liquidez do crédito e o aumento da renda”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho.
Coordenado pelas secretarias de Desenvolvimento Econômico, de Agricultura e Reforma Agrária em parceria com o Instituto Agronômico de Pernambuco - IPA, Banco do Brasil e Mina Grande Agroindustrial, o projeto prevê o plantio de cinco mil hectares de mandioca no Agreste, até o final de 2009. Nesse período, o Governo apoiará 1.700 agricultores, em todas as etapas do processo produtivo.
A produção estimada é de 80 mil toneladas de raiz de mandioca, o que contribuirá com a criação de 335 mil empregos diretos temporários no cultivo e sete mil ocupações indiretas. Entre outras ações previstas, há ainda o incentivo a 28 grupos de mulheres e jovens rurais na produção artesanal de alimentos à base de mandioca.
O projeto contribuirá para a redução da importação de 27 mil toneladas da farinha de fécula de mandioca, minimizando os custos do produto para os consumidores e a evasão da receita estadual. “Queremos aquecer o mercado, promover a geração de emprego e renda por meio da área cultivada e produtividade do plantio”, ressaltou o secretário Fernando Bezerra Coelho.
O investimento no projeto é da ordem de R$ 7,5 milhões dos quais 95% são oriundos de empréstimos bancários e os outros 5% de recursos próprios dos produtores. Haverá uma circulação de capital, na região, da ordem de R$ 12,4 milhões provenientes da venda de 80 mil toneladas da raiz da mandioca.
Nesta ação, o Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável da Mandiocultura no Agreste Pernambucano envolverá várias prefeituras, entidades sindicais e de apoio a pequenos empresários e ensino, como o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco - Sebrae, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - Senar/PE, Universidade Federal Rural e Embrapa.
Tradição - A mandioca é base para a receita de pratos típicos da região. Ela é tida como uma cultura de grande importância social, já que está presente na alimentação de mais de 700 milhões de pessoas nos países em desenvolvimento, principalmente nas áreas mais pobres da região Nordeste do Brasil.
No País, 33,9% da produção da raiz é dirigida à alimentação humana e 50,2% à alimentação animal. Em Pernambuco, os destinos se invertem; 59,1% são destinadas à alimentação humana e 25% para a dieta animal. No Nordeste, a raiz se transforma em farinha de mesa, goma e outros subprodutos. Em pequena escala, as folhas já são utilizadas como farinhas de suplemento alimentar, fonte de Vitamina A.
Fonte:
CEPE

18 de novembro de 2008

Estudo apresenta reuso planejado do esgoto na agricultura

A busca por alternativas de baixo impacto ambiental para problemas cotidianos vem se tornando uma atitude freqüente na sociedade. A coleta seletiva do lixo, a reciclagem e o reaproveitamento de embalagens já são meios comuns de preservar o meio ambiente. Até mesmo o esgoto doméstico e a forma como ele é tratado podem contribuir para a manutenção ecológica de resíduos nas cidades. Um estudo realizado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco desmistifica a tradicional visão do esgoto apenas como resíduo inutilizável e apresenta seu potencial de agente transformador, reutilizando-o na agricultura.
Os grandes centros urbanos apresentam dificuldades em despejar e tratar corretamente o esgoto doméstico, o que, muitas vezes, provoca o escoamento irregular, ameaçando o potencial hídrico das cidades e até a saúde da população. É a partir do tratamento do esgoto, portanto, que se torna possível extrair nutrientes que auxiliam as técnicas de fertilização do solo, garantindo, inclusive, a recuperação de rios contaminados.
A técnica chamada de reuso planejado, apesar de conhecida em outros países, só conquistou espaço para discussões no Brasil recentemente. Ela se apresenta como associação de medidas sanitárias e agronômicas através do reaproveitamento agrícola como fertilizante e por meio da limpeza e da conservação dos rios e lagos das cidades.
De acordo com o professor do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Vicente de Paula Silva – responsável pelo projeto piloto já implantado em Pesqueira –, estudos preliminares indicam a possibilidade de reciclagem do esgoto doméstico pelo reuso planejado em culturas de oleaginosas e em outros tipos de plantações.
Segundo o pesquisador, os estudos avaliam os vegetais irrigados com o esgoto tratado, tendo como objetivo a análise do óleo para a produção de biodiesel. “O trabalho da UFRPE, em parceria com o curso de Engenharia Química da UFPE, está em desenvolvimento. Salgueiro também fará parte do projeto como o primeiro município pernambucano a ter sistema de reaproveitamento de esgoto na agricultura”, conta.
O experimento da UFRPE Salgueiro, que ainda será implantado, trará como parceiros a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), a Secretaria de Recursos Hídricos e o Instituto Agronômico de Pernambuco (Ipa).
A comunidade de Mutuca, em Pesqueira, conta com espaço de meio hectare – cerca de cinco mil metros quadrados –, que serve de laboratório para diagnosticar os benefícios e possíveis riscos percebidos na técnica. Para o professor, os resultados conquistados, até o momento, são satisfatórios . “A concentração de nutrientes importantes para o desenvolvimento de culturas – como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio – foram encontradas nas análises”, explica.
Vicente de Paula, alerta, no entanto, que não se pode estender o reuso do esgoto para todas as culturas. De acordo com ele, mesmo tratado, o esgoto apresenta microorganismos que não podem entrar em contato com alimentos de consumo in natura, como as hortaliças. “O sistema de irrigação deve ser localizado para minimizar o contato do líquido efluente – após tratamento – com os vegetais e o próprio ser humano”, pondera.
Apesar de comprovada a eficácia da técnica para o reaproveitamento da água, o Brasil aproveita parcialmente o potencial da técnica, já que pratica apenas o uso do efluente. “A escassez de água no mundo é uma realidade. É a partir de projetos como esse que devemos empreender novos métodos de aproveitamento dos nossos recursos naturais e saber usá-los com cautela”, salienta o pesquisador.
Mais informações: 3320.6261
Fonte: UFRPE

26 de setembro de 2008

Passeata. Doe Órgãos, Doe Vida!!!

Neste sábado, 27 de setembro de 2008, o Movimento Doe Órgãos Doe Vida realizará a II Passeata com o objetivo de sensibilizar a população pernambucana para a importância do solidarismo da doação de órgãos.
A passeata terá sua concentração em frente à Clínica PREVENCOR (instituição que também apóia a idéia), na Avenida Carlos Augusto Moreira, próximo à PRONTOLINDA, no bairro de Casa Caiada em Olinda.
Após a passeata, haverá a realização de shows, no largo do Quartel da Praia, com diversos artistas, dentre eles Nádia Maia.
O evento conta com o Apoio da Prefeitura de Olinda, Governo do Estado de Pernambuco, deversas Clínicas e Hospital, pessoas físicas e organização não governamentais, como o MIC e o IDEAS.
O IDEAS se solidariza com a causa e convida todos os leitores do Blog, amigos e parceiros para participarem.
Por:
William Ferreira
Contribuições:
Alexandre Gonzaga
Josy

8 de setembro de 2008

Coquista do Amaro Branco e PMO lança CD´s na luta contra AIDS e Violência


A música à serviço da saúde. É com essa idéia que a Secretaria de Saúde lança, nesta sexta-feira (5), no Mercado Eufrásio Barbosa, a partir das 19h, o lançamento de dois CDs educativos. O primeiro com o tema Coquistas de Olinda na Prevenão das DST/AIDS; e o segundo, Coquistas de Olinda contra a Violência. Os trabalhos reúnem coquistas como Selma do Côco, Aurinha, Zeca do Rolete, Galo Preto, Beth de Oxum, Célia Coquista, Arnaldo do Côco e Ana Lúcia. Os artistas foram capacitados tecnicamente por profissionais da área da saúde e parceiros, no intuito de amadurecer informações referentes aos temas propostos para a criação e produção dos trabalhos musicais. Os CDs serão divulgados em comunidades, escolas e veículos de comunicação, com o objetivo de estimular a reflexão sobre respeito, solidariedade, cidadania e prevenção das DST/AIDS e Violência em geral. Esse mecanismo artístico tem sido um marco nas ações da administração da prefeita Luciana Santos, que através desse instrumento viabiliza de forma clara e objetiva um trabalho de conscientização da população olindense. Trata-se de um projeto inovador, onde a cultura popular tem sido a maior aliada no enfrentamento dos problemas de saúde pública em Olinda. A idealização do projeto musical é da Diretoria de Vigilância em Saúde, em parceira com o Núcleo de Educação Popular em Saúde (NEPS), Núcleo de Prevenção de Acidentes e Violência (NUPAV) e Coordenação das DST/AIDS do município. HOMENAGEM – O CD da prevenção DST/AIDS está sendo dedicado ao ex-servidor da Secretaria de Cultura de Olinda, Antônio Roberto Lira de França, conhecido por “Pernalonga”. Ele era Arte-educador, dançarino, cantor e performático e sempre participava ativamente das campanhas implementadas pela SSO, principalmente quando o assunto se tratava de doenças sexualmente transmissíveis (DST), AIDS, tuberculose, hanseníase e dengue.O CD Coquistas contra a Violência é dedicado à memória do mestre Dédo, pescador, compositor e batedor de côco, falecido em janeiro de 2007, vítima de ato de violência.
Fonte: Site PMO
Arte: Marcos Souza
Texto: Pedro Morais
Em: 11h47 - 01/09/2008

6 de agosto de 2008

A fome segundo Josué

Rosana Magalhães

"A fome se revelou espontaneamente aos meus olhos nos mangues do Capibaribe, nos bairros miseráveis do Recife", escreveu Josué. Ele foi médico, professor, sociólogo e escritor. Se vivo estivesse, completaria 100 anos em setembro. O pernambucano Josué de Castro foi o primeiro pensador a refletir sobre a natureza e a complexidade das diferentes formas de privação alimentar no país. Não por acaso, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), órgão do qual ele é patrono, deslocará sua reunião plenária, em setembro, de Brasília para Recife, cidade onde nasceu Josué  em evento que deverá contar com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As idéias de Josué, já no início do século passado, uniram os avanços da bioquímica e da fisiologia, ultrapassaram as fronteiras das disciplinas biomédicas e introduziram categorias analíticas ligadas à sociologia, geografia, antropologia e economia. O descompasso entre as condições salariais e as necessidades alimentares dos trabalhadores o motivou a refletir sobre o papel do Estado e das políticas de governo. Ele associou a fome aos dilemas da construção da nação, do Estado e do desenvolvimento econômico e social.

Hoje, 100 anos depois do nascimento e 35 anos após sua morte, a miséria e a pobreza apresentam novos contornos, novas perspectivas de intervenção pública. A fome continua tema prioritário e exigência política no Brasil, que ainda não conseguiu erradicar a indigência (a incapacidade de obter a renda necessária para a garantir a mera sobrevivência física).

Hoje, no entanto, diferentemente da realidade dos anos 30, 40 e 50, analisados por ele, o quadro de miséria e fome tornou-se mais complexo, mais urbano e segmentado - a partir das clivagens de gênero, etnia, escolaridade e inserção ocupacional. À medida que o Brasil exibe recordes de produção agrícola e um PIB per capita que o insere entre os países mais ricos do mundo, nossos maiores limites para equacionar a fome estão ligados à questão das prerrogativas e dos direitos de cidadania. Ainda assim, ao formular um conceito de desenvolvimento que não é puramente econômico, mas que remete aos dilemas da integração e a emancipação humana, a obra mantém uma proximidade inquestionável com o debate atual em torno das políticas sociais e da cidadania. Estar bem nutrido para Josué de Castro é, antes de mais nada, uma exigência ética.

Sobre as opções políticas para a solução da fome e da miséria, Josué também nos ensinou a recusar o assistencialismo e a fragmentação das ações e evitar a perpetuação de programas setoriais que não buscam a convergência em torno de resultados comuns. Neste sentido, o esforço de fazer dialogar as diferentes agendas das políticas públicas, possibilitar novos arranjos de governança, incluindo múltiplos atores, instituições e grupos sociais em torno da questão da Segurança Alimentar, atualiza e expande a obra e o pensamento de Josué de Castro.

Rosana Magalhães é Nutricionista, pesquisadora titular da Fundação Oswaldo Cruz

Artigo publicado nos jornais Folha de Boa Vista (30/07/2008) e Meio Norte (31/07/2008)

12 de junho de 2008

Guia Prático para cuidadores de idosos

O Ministério da Saúde lança nesta quarta-feira (11), durante o Seminário Nacional sobre Violência e Saúde na Velhice, no Hotel Grand Bittar, em Brasília (DF), o Guia Prático do Cuidador.
Em linguagem acessível, o manual traz noções práticas para profissionais e leigos. Ele ensina, por exemplo, a como dar banho, como lidar em casos de quedas, convulsões, oferece dicas para uma alimentação saudável e ainda como transferir um idoso acamado para uma cadeira.

"A iniciativa coloca os cuidadores como tema central do Mais Saúde e pretende dar visibilidade a essas pessoas que nem sempre têm o conhecimento e as informações necessárias que possibilitem a prevenção de problemas de saúde com o idoso", afirma o coordenador da área técnica de Saúde do Idoso do ministério, José Luiz Telles.

Serão 30 mil exemplares distribuídos em todo o país, em capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes, em todas as coordenações estaduais de saúde do idoso, escolas técnicas em saúde do SUS e ONGs.
Fonte: Ministério da Saúde
Mais informações:
Atendimento ao cidadão
0800 61 1997 ou 61 3315-2425
Atendimento à Imprensa(61) 3315-3580 ou 3315-2351

9 de junho de 2008

Vídeo Pipas no Ar

Pais, professores e familiares de adolescentes com necessidades especiais têm dificuldades para entender e orientar a manifestação da Sexualidade e os Direitos Reprodutivos desses jovens. Para apoiá-los nessa tarefa, o projeto PIPA-Prevenção Especial e a APTA (Associação de Prevenção e Tratamento da Aids) lançaram em 2005, o kit Pipas no Ar, composto de vídeo e cartilha de suporte pedagógico neste setor.
Agora o vídeo “Pipas no Ar” encontra-se disponível para ser assistido na Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa, um site da Escola do Futuro da USP.
O material inédito no Brasil foi produzido com o apoio da UNESCO e da organização CarpeDiem, que oferece Educação Complementar a jovens portadores de Síndrome de Down e deficiência mental. O vídeo - com músicas cedidas pelo compositor Lenine - exibe oficinas realizadas com jovens, pais e professores.
"Derrubar o preconceito que envolve os chamados direitos reprodutivos de jovens especiais foi a primeira conquista do Projeto Pipa", explicam as psicólogas Fernanda Sodelli e Lilian Galvão, fundadoras do projeto e coordenadoras do material pedagógico destinado aos educadores. "Eles querem se conhecer, namorar e sonhar como todo jovem, mas, muitas vezes, educadores nem os pais nem se dão conta disso".
O projeto começou em 2004, apoiado pela GTZ - órgão de cooperação do governo alemão - com uma pesquisa realizada em parceria com as secretarias municipais e estadual de São Paulo. A produção dos materiais ganhou um subsídio da UNESCO.
PIPAS NO AR
Direção, imagens e edição: Paulo Baroukh
Roteiro e concepção: Paulo Baroukh
Fernanda Guilardi Sodelli
Lilian Galvão
Fonte: Mapa do Terceiro Setor (www.mapadoterceirosetor.org.br)

CORRIDA DAS PONTES DO RECIFE JÁ INSCREVEU 1,6 MIL ATLETAS

Mil e seiscentas pessoas, de todas as faixas etárias, já confirmaram a participação na 5ª edição da Corrida das Pontes do Recife, que acontece pelas principais ruas e pontes do centro da cidade no próximo dia 15 (domingo). As inscrições vão prosseguir até quarta-feira (11) e os interessados devem se dirigir ao ginásio de esportes Geraldão, na Imbiribeira, de segunda à sexta-feira, das 8h às 12h, e das 14h às 17h. As inscrições também podem ser feitas pela internet, no endereço www.jjseventos.com.br. A taxa de inscrição custa R$ 26,00 para a prova masculina e feminina dos 10km (dos 18 aos 59 anos), enquanto para a caminhada de 5km, na mesma faixa etária, o valor é de R$ 13,00. Adultos acima dos 60 anos, atletas especiais e crianças, entre 10 e 17 anos estão isentos do pagamento. A expectativa é que a 5ª Corrida das Pontes reúna cerca de três mil competidores, de Pernambuco e de outros estados, e também de competidores estrangeiros.Ao todo serão três largadas: uma infantil, uma para participantes espaciais e a corrida geral para homens e mulheres. A corrida geral será às 9h da manhã, com início no Marco Zero, no bairro do Recife. Os atletas inscritos devem retirar o kit de participação da corrida no dia 14 de junho, também no Marco Zero, no horário de 10h às 18h. Premiação – A premiação para a corrida geral é de: R$ 2 mil para o 1º colocado; R$ 1,5 mil para o 2º; R$ 1 mil para o 3º; R$ 750,00 para 4º e; R$ 500,00 para 5º. Além de medalhas para a categoria especial e para os 1º e 2º lugar de todas as categorias.Quenianos – Está confirmada a presença de dois atletas quenianos na 5ª Corrida das Pontes do Recife. Na categoria masculino, Paul Kipkor, campeão da etapa de São Carlos (SP), do Circuito de Corridas da Caixa e que tem como melhor tempo 43m55s, em percurso de 15km. No feminino está confirmada Anne Bererwi, campeã também da etapa de São Carlos (SP), do Circuito de Corridas da Caixa. Bererwi Também participou da meia maratona de São Paulo e fez o tempo de 32m52s.

6 de junho de 2008

Saúde de Olinda capacita jovens de terreiros

A coordenação de DST/AIDS e da População Negra de Olinda realiza neste sábado (7) a 3ª Oficina sobre doenças sexualmente transmissíveis e saúde bucal. Cerca de 30 jovens de terreiros do município participam do evento, que acontece das 8h às 12h, na Sociedade Religiosa Africana Santa Bárbara Nação Xambá (Terreiro de Xambá), na rua Severina Paraíso da Silva, n° 65, São Bendito (Próximo ao Portão do Gelo)Durante o encontro, serão realizadas palestras, exibições de vídeos, debate sobre DST/AIDS, higiene e prevenção no âmbito da saúde bucal, além de trabalho em grupo envolvendo os participantes.


Pedro Morais
Em: http://www.olinda.pe.gov.br/portal/noticias.php?cod=2104

22 de maio de 2008

CAPACIDADE PARA DIRIGIR PESSOAS

As transformações do mundo contemporâneo, da política à economia, estão obrigando as empresas a repensar o jeito de tratar seus funcionários. A própria dinâmica do mercado implica uma contínua mutação nas organizações. Novos concorrentes, novas tecnologias, novos métodos de gerenciamento, enfim, fatos decorrentes de uma economia cada vez mais globalizada, ágil, voltada para a competição, ditam o ritmo das atividades nos negócios. E, nos tempos modernos, da tão celebrada "inteligência emocional" de Daniel Goleman, é curioso observar a sensibilidade dos membros das organizações. Assim como as organizações devem adaptar-se às mudanças, os profissionais também o devem.
A chegada do novo milênio demanda qualidade e produtividade. Dos governantes aos consultores, passando pelas donas de casa, tecnocratas, empresários, executivos, gurus, estudantes, etc., essas duas palavras têm dominado os discursos, pronunciamentos, reuniões, bate-papos. Mais do que nunca as pessoas precisam ser inteligentes e criativas, com idéias novas, viáveis e produtivas, espírito sistêmico, visão prospectiva e maturidade para negociar conflitos e interesses.
Indivíduos com capacidade de comunicação, espírito de equipe, liderança, percepção da relação custo-benefício e foco em resultados. Gente que tenha iniciativa, vontade de assumir riscos e agilidade na adaptação a novas situações, com disponibilidade e energia para um trabalho árduo. Ufa!!! É claro que não é fácil preencher todos esses requisitos, mas é possível lograr a grande maioria deles.
Pesquisas têm comprovado que todas essas transformações exigidas hoje em dia só ocorrerão quando se ultrapassar a eterna busca da razão e se começar a viver também as emoções. A capacidade de raciocínio precisa estar aliada à boa sensibilidade, ao bom senso crítico. Goleman, em seu "best-seller", deixa bem claro que, embora haja pontos que determinam o temperamento, muitos dos circuitos cerebrais da mente humana são maleáveis, podem ser trabalhados e, por tanto, temperamento não é destino. A falta de capacidade para lidar com as próprias emoções pode destruir vidas e acabar com carreiras profissionais.
Neste mundo competitivo e individualista, as relações sociais vêm se deteriorando numa velocidade espantosa. O individualismo exacerbado acarreta uma competitividade cada vez maior e essa visão de mundo causa o isolamento e a desintegração da vida em comunidade. Bem numa época em que, paradoxalmente, as pressões econômico-sociais exigiriam maior cooperação e envolvimento entre as pessoas. Precisamos aprender a dominar habilidades humanas essenciais para lidar com nossas próprias emoções.
Dirigir pessoas exige capacidade de entendê-las e respeitá-las. Isso só é possível se quem lidera é inteligente. Define-se inteligência como a habilidade que as pessoas têm para adaptar-se às diferentes situações e, também, modificá-las. Inteligência é participação e trabalho não pode significar sofrimento. Idéias e soluções criativas dependem de pessoas que sentem prazer em trabalhar.
Muitas organizações têm se preocupado com a reengenharia e se esquecem de investir no capital humano. No que se refere a mudanças, é preciso lembrar dois aspectos: o racional e o emocional. O racional é todo conhecimento que precisa ser transmitido, os argumentos da mudança. Mas é o aspecto emocional que faz com que as pessoas efetivamente partam para a ação. As lideranças das empresas deveriam trabalhar mais o lado emocional dos funcionários. Numa comunidade qualquer, não é a entidade governante que faz mudanças, são os seus membros.
A importância dos relacionamentos para tornar as carreiras mais dinâmicas e promover o crescimento dos negócios é indiscutível e centra-se na filosofia orientadora da empresa. As informações precisam ser compartilhadas por todos os que desejam "sentir o que a empresa sente". E para que isso ocorra é necessário que o processo de comunicação seja perfeito. É exatamente nesse ponto que entra a Programação Neurolingüística (PNL) como técnica coadjuvante para a felicidade pessoal e no trabalho. A PNL foi criada a partir da observação do ser humano, seus anseios, dúvidas e certezas. Em qualquer contexto, a qualidade de nossos relacionamentos depende do âmbito em que eles ocorrem e do tipo de nossa comunicação nesse contexto. Qualquer atividade de liderança está intimamente ligada à comunicação eficiente, ou seja, que alcançou o receptor e gerou a resposta desejada.
A Programação Neurolingüística é um conjunto de ferramentas e técnicas de comunicação, por meio do qual se levam muito em consideração fatores que determinam a inteligência emocional de um indivíduo, sua sensibilidade, capacidade de percepção, intuição e flexibilidade. A PNL permite que possamos aprender e modificar modelos de comunicação interpessoal e intrapessoal em pouco tempo e de maneira eficaz. Permite, também, o auto conhecimento, que gera maior inteligência.
A qualidade do sucesso na liderança depende da qualidade das habilidades pessoais de se comunicar e da qualidade da relação durante o processo comunicativo. É importante expressar nossos posicionamentos e objetivos com clareza, gerando uma atmosfera de confiança, com habilidade para influenciar nosso interlocutor. Saber reconhecer sinais verbais e não-verbais, distinguir qualidades de voz e entonação, conhecer estratégias e modelos de negociação, utilizar a criatividade para a solução de problemas, são alguns dos caminhos que a PNL oferece.
Na nova ordem econômica, o que vai contar é o profissional capaz de se auto gerenciar e de gerenciar os outros.

A Gazeta Mercantil
Data: 3/4/97
Capacidade para dirigir pessoas

O Estado de São Paulo
Data: 19/06/97
A Inteligência Emocional na Empresa
Por: Gilberto Craidy Cury
Presidente da Sociedade Brasileira de Programação Neurolingüística

25 de abril de 2008

Olinda confirma 1ª morte por dengue hemorrágica

Publicado em 25.04.2008, às 11h58
Do JC OnLine
Com informações da TV Jornal
O município de Olinda divulgou nesta sexta-feira (25) o primeiro caso de morte por dengue hemorrágica registrado este ano. Roberto Cabral, 32 anos, morador da Vila Popular, faleceu no último dia 3 de abril e ontem o Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen) confirmou a causa da morte. Ontem, o Estado já havia confirmado a terceira morte por dengue hemorrágica deste ano. Uma mulher de 41 anos, residente em Candeias, Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife, que morreu no dia 5 em decorrência da doença. Os outros dois casos, de um garoto de 8 anos que faleceu em Jaboatão, e de um rapaz de 22, que morreu quarta-feira, em Abreu e Lima, Região Metropolitana, estão sendo investigados. De acordo com a gerente do Centro de Vigilância Ambiental de Olinda, Claudenice Pontes, o município ainda não foi notificado oficialmente pela Secretaria de Saúde do Estado, mas ontem o laboratório ligou para o órgão informando o resultado dos exames realizados em Roberto, que morreu com sintomas da doença quando estava internado no Hospital Otávio de Freitas. Claudenice informou que ações de combate à dengue já foram intensificadas nos bairros Vila Popular, Jardim Brasil e Peixinhos.
As outras mortes provocadas por dengue aconteceram em Jaboatão. A primeira vítima, a única reconhecida oficialmente pela Secretaria Estadual de Saúde, foi Vanderson Gomes Pereira, 8, que morreu no dia 7. Seis dias depois, em 13 de abril, faleceu Longlin Araújo, 30. "Já sabíamos da morte por dengue hemorrágica do garoto. Os outros dois casos (Longlin e a mulher) foram confirmados hoje (ontem), com os exames do Lacen", explicou a diretora de Epidemiologia de Jaboatão, Jacira Ferreira.

ÁGUA PRA GENTE

*por William Ferreira A água passa nos canos, mas não é para os canos. É para as pessoas, para os animais, para as lavouras, até mesmo...