30 de novembro de 2008

V Encontro da Agricultura Familiar do Araripe

Por
Mariana Landim*
Começou ontem (01) e segue até hoje (03), no município de Ouricuri, Sertão do Araripe pernambucano, o V Encontro da Agricultura Familiar do Araripe (Enafa). O evento reúne entidades não-governamentais, instituições privadas, representantes da sociedade civil, do governo e de movimentos sociais, além de agricultores/as familiares da região.

O Enafa acontece a cada dois anos, e este ano, se propõe a discutir as políticas relacionadas à convivência com o Semi-Árido, a partir dos seguintes enfoques: soberania e segurança alimentar, agroecologia, acesso à mercados, sustentabilidade ambiental e gênero.

Durante o encontro será comemorado o aniversário de 20 anos do Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores e Instituições Não-Governamentais Alternativas (Caatinga), com apresentações culturais, homenagens, retrospectivas e lançamento de publicações. A programação também prevê uma feira de sabores e saberes, onde os/as agricultores/as familiares irão expor seus produtos. O encontro se encerra com a apresentação e aprovação da Carta Política do encontro.
*Mariana Landim – comunicadora popular da ASAUGT Chapada/Pernambuco

27 de novembro de 2008

Projeto de apoio ao cultivo da mandioca

O Governo do Estado promove hoje na cidade de Buíque, a 258 quilômetros do Recife, o 2o Encontro de Produtores de Mandioca do Agreste. O evento reúne técnicos, empresários e agricultores de 30 municípios da região e tem como objetivo o lançamento do Projeto de Desenvolvimento Regional Sustentável da Mandiocultura no Agreste Pernambucano e a discussão de medidas relacionadas à safra de 2009/2010.
“Esse projeto prevê mobilizar, sensibilizar, qualificar e inserir os agricultores e suas famílias na cadeia produtiva da mandioca, apoiando o fortalecimento sustentável dessa cultura. A proposta é incrementar o acesso, a liquidez do crédito e o aumento da renda”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho.
Coordenado pelas secretarias de Desenvolvimento Econômico, de Agricultura e Reforma Agrária em parceria com o Instituto Agronômico de Pernambuco - IPA, Banco do Brasil e Mina Grande Agroindustrial, o projeto prevê o plantio de cinco mil hectares de mandioca no Agreste, até o final de 2009. Nesse período, o Governo apoiará 1.700 agricultores, em todas as etapas do processo produtivo.
A produção estimada é de 80 mil toneladas de raiz de mandioca, o que contribuirá com a criação de 335 mil empregos diretos temporários no cultivo e sete mil ocupações indiretas. Entre outras ações previstas, há ainda o incentivo a 28 grupos de mulheres e jovens rurais na produção artesanal de alimentos à base de mandioca.
O projeto contribuirá para a redução da importação de 27 mil toneladas da farinha de fécula de mandioca, minimizando os custos do produto para os consumidores e a evasão da receita estadual. “Queremos aquecer o mercado, promover a geração de emprego e renda por meio da área cultivada e produtividade do plantio”, ressaltou o secretário Fernando Bezerra Coelho.
O investimento no projeto é da ordem de R$ 7,5 milhões dos quais 95% são oriundos de empréstimos bancários e os outros 5% de recursos próprios dos produtores. Haverá uma circulação de capital, na região, da ordem de R$ 12,4 milhões provenientes da venda de 80 mil toneladas da raiz da mandioca.
Nesta ação, o Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável da Mandiocultura no Agreste Pernambucano envolverá várias prefeituras, entidades sindicais e de apoio a pequenos empresários e ensino, como o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco - Sebrae, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - Senar/PE, Universidade Federal Rural e Embrapa.
Tradição - A mandioca é base para a receita de pratos típicos da região. Ela é tida como uma cultura de grande importância social, já que está presente na alimentação de mais de 700 milhões de pessoas nos países em desenvolvimento, principalmente nas áreas mais pobres da região Nordeste do Brasil.
No País, 33,9% da produção da raiz é dirigida à alimentação humana e 50,2% à alimentação animal. Em Pernambuco, os destinos se invertem; 59,1% são destinadas à alimentação humana e 25% para a dieta animal. No Nordeste, a raiz se transforma em farinha de mesa, goma e outros subprodutos. Em pequena escala, as folhas já são utilizadas como farinhas de suplemento alimentar, fonte de Vitamina A.
Fonte:
CEPE

26 de novembro de 2008

Seminário com povos indígenas

Representantes de 11 etnias indígenas - Xucuru, Atikum, Truká, Pankará, Pipipã, Kambiwá, Tuxá, Pankararu, Kapinawá, Fulni-ó e Pankaiuká - participam, de hoje até sexta-feira, na Aldeia Capim de Planta, em Pesqueira, do 1o Seminário de Assistência Técnica Indígena de Pernambuco. O encontro, pioneiro no Nordeste, será aberto pelo secretário Agricultura e Reforma Agrária, Ângelo Ferreira. O objetivo é elaborar uma proposta de Assistência Técnica e Extensão Rural - Ater específica para os povos indígenas.
“A proposta é que os grupos indígenas participantes saiam do encontro com um plano de Ater que priorize as reais demandas desses povos”, disse o gerente geral de Agricultura, Gutemberg Granjeiro. “Para atingir essa meta, os temas tratarão das políticas públicas de assistência técnica existentes e o acesso das tribos - cada uma dentro de suas especificidades -, aos programas e projetos que proporcionarão o desenvolvimento socioeconômico dessas comunidades”, explicou.
Gutemberg destacou que a partir da implantação de uma proposta de Ater que considere as características indígenas, especialmente a cultura desses povos, os empreendimentos produtivos vão ser potencializados. “Também surgirão novas oportunidades, que vão inserir essas comunidades em mercados diferenciados de atividades agrícolas e não-agrícolas”.
O técnico do Instituto Agronômico de Pernambuco - IPA, e articulador da Rede de Ater Indígena do Estado, Iran Ordônio, disse que todo o trabalho voltado para a realização do seminário foi participativo. “Os próprios indígenas elaboraram a pauta e a metodologia do encontro e isso vai legitimar os resultados”, ressaltou ele, que é descendente Xucuru. Em Pernambuco existem 191 aldeias com população de 41,7 mil índios.
Participam das discussões representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste - Apoinme, UFRPE, UFPE, UPE, Prorural, Delegacia Regional do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Centro Josué de Castro, Centro de Desenvolvimento e Apoio aos Municípios e Comunidades - Cendap, Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional - Consea-PE, Funai e Funasa.
Fonte:
CEPE

25 de novembro de 2008

Instituto C&A seleciona projetos

O Instituto C&A iniciou em 11 de novembro o processo de seleção de projetos para apoio no exercício orçamentário de 2009/2010 (março de 2009 a fevereiro de 2010). A organização seleciona projetos vinculados aos programas Prazer em Ler e Desenvolvimento Institucional. Os procedimentos para solicitação de apoio estão descritos em dois editais publicados na seção Apoio a Projetos do site do Instituto C&A

Para se inscrever, as organizações deverão preencher o formulário de apresentação de projetos, e envia-lá por via de Sedex. A data-limite para postagem é 6 de dezembro de 2008.
As solicitações de apoio encaminhadas serão analisadas conforme cronograma estipulado nos editais. A relação de apoiados será divulgada no site do Instituto C&A até as 20h do dia 10 de fevereiro de 2009.

24 de novembro de 2008

Merenda escolar realiza encontro nacional em Natal

Começa nesta terça-feira (25) às 19 horas, no hotel Praiamar, em Natal, o 4º Encontro Nacional de Alimentação Escolar, promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Cerca de 700 pessoas, entre gestores públicos de todos os estados, técnicos do FNDE e de outros órgãos do governo federal, representantes da comunidade escolar e de organismos internacionais, participarão do evento, que vai até sexta-feira (28).Durante o encontro, será feito um balanço do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), com destaque para os recentes avanços alcançados, e discutidas ações para melhorar a merenda servida aos estudantes brasileiros. Um dos mais recentes avanços ocorreu neste semestre. Mais de 380 mil alunos de escolas de educação integral inscritas no programa Mais Educação passaram a receber três refeições diárias. O repasse financeiro a estados e municípios foi triplicado para a compra da merenda desses estudantes, que passam pelo menos sete horas por dia na escola. O FNDE transfere para estes alunos, desde setembro, um valor per capita de R$ 0,66 por dia letivo.No encontro, serão apresentadas experiências bem sucedidas e debatidos variados temas relacionados à alimentação escolar, como a importância do controle social, a integração do Pnae com outras políticas públicas e a ampliação do programa para toda a educação básica. "Esperamos uma participação efetiva da comunidade escolar nas discussões", disse Albaneide Peixinho, coordenadora-geral do programa.O presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Renato S. Maluf, representantes de organismos internacionais, como Gustavo Chianca, da Organização das Nações Unidas para Agricultura a Alimentação (FAO), e Ute Meyer, do Programa Mundial de Alimentos, participarão dos debates, além de integrantes dos ministérios do Desenvolvimento Social e do Desenvolvimento Agrário e de universidades.*Ampliação -* Mais antiga política pública de segurança alimentar existente no país, o Pnae atende, atualmente, 36 milhões de estudantes da educação infantil e do ensino fundamental, com orçamento anual de R$ 1,6 bilhão. No entanto, pode ser ampliado ainda este ano. No início de novembro, foi aprovado na Câmara dos Deputados projeto de lei que estende o programa para toda a educação básica. Caso a aprovação seja confirmada no Senado, os 12 milhões de estudantes do ensino médio e da educação de jovens e adultos também receberão merenda escolar.
*Serviço
*4º Encontro Nacional de Alimentação Escolar
Data: 25 a 28 de novembro
Local: Praiamar Natal Hotel & Convention (Rua Francisco Gurgel, 33, Ponta Negra, Natal)
*Informações
*Assessoria de Comunicação do FNDE
(61) 3966-4856
*Fonte:
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação

21 de novembro de 2008

Consea elabora documento sobre impactos dos agrocombustíveis na segurança alimentar

Marcelo Torres
Modelo agroalimentar e a produção dos agrocombustíveis: questões e impactos na Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. Este é o título do documento elaborado pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional na sua última plenária e apresentado na Conferência Internacional sobre Biocombustíveis, que acontece até esta sexta-feira (21), em São Paulo.Em tópicos, o documento faz um diagnóstico sobre as crises de alimentos e de energia, o deslocamento da produção, os impactos sobre a agricultura familiar e agroextrativista, as fragilidades da regulação pública, o investimento público, o trabalho aviltante nos canaviais e os limites do zoneamento agroecológico.Entre as recomendações, o Consea defende o apoio à agricultura familiar, a revisão do atual padrão de produção e consumo; a substituição de combustíveis fósseis por energia solar, eólica e geotérmica; a aproximação entre produção e consumo de alimentos; assistência técnica e financiamento para a agricultura familiar com base agroecológica; e a preservação da cultura e hábitos alimentares locais e regionais, entre outros.Em nota explicativa, o Consea explica o uso do termo agrocombustível e não biocombustível. "A opção pelo termo 'agrocombustível' é deliberada. Tem por objetivo deixar claro que as práticas vigentes do agronegócio para a produção de etanol e diesel a partir de produtos agrícolas não são condizentes com a palavra 'bio' que em grego significa 'vida'". Aprovado na reunião plenária realizada em 29 de outubro, o texto foi elaborado por um grupo de trabalho constituído na Comissão Permanente 2, formada por representantes de governo e da sociedade.
*Leia mais:
*Síntese do documento
Documento na íntegra

10º Encontro Pernambucano de Coco celebra tradição do Coco de Pontezinha


Por Aline Vieira*


Oficinas, exposições, shows artísticos e culturais, cineclube, palestra, feira cultural e roda de Mestres & Griôs. Assim será realizado o 10º Encontro Pernambucano de Coco, entre os dias 24 e 30 de novembro, em Pontezinha – Cabo de Santo Agostinho, evento que já é tradição no calendário das festas populares de Pernambuco e tem mantido viva a cena do coco de roda na região. Festival tido como único do gênero, nasceu há dez anos atrás para preservar e dar manutenção a manifestações e ao folguedo local, criando as condições de intercâmbio e sustentabilidade das matizes culturais do coco, através do resgate da dança local (característica própria do Coco de Pontezinha), do fortalecimento dos grupos culturais ali existentes e da oportunidade de se ter o único espaço edificado no gênero – o "Palanque do Coco". Pontezinha é um dos berços do coco pernambucano, com tradição centenária nascida no Alto de Santa Rosa, e transmitida por décadas.Com público estimado em 10 mil pessoas, o evento terá entrada gratuita e contará com os shows de Zé de Tetê (PE), Samba de Coco Raízes de Arcoverde (PE), Mestre Nelson Rosa (AL), Mestre Galo Preto e o Tronco da Jurema (PE), Ciranda de Lia (PE), Coco e Ciranda do Mestre Benedito (PB), Selma do Coco (PE), Ferrugem (PE), Todas de Pernambuco (PE), Zé Neguinho (PE), Coco de Mestre Goitá (PE), Coco do Mestre Dié (PE), Coco de Umbigada (PE), e Lindalva e Lavadeira do Norte (RN/PB).Para enriquecer o evento com ainda mais da cultura do coco, serão realizadas exposições de artesanatos e fotografias; oficina de cineclube, de artesanato, de dança e musicalidade, e de percussão; cineclubes com exibição de vídeos; palestra com tema "Economia da Cultura"; Roda de Mestres e Griôs; e feira de produtos culturais, oportunizando o contato direto com os artistas, mestres, griôs e brincantes da cultura do coco.O festival teve projeto aprovado em 2007 no 1º Edital Petrobrás Festivais de Música e está sendo apresentado pela Petrobrás, e patrocinado pelo Ministério da Cultura, Lei de Incentivo à Cultura e Governo Federal. Realizado pelo Centro Cultural Farol da Vila, e com apoio cultural da Fundarpe, Funcultura, Credimóveis Novolar, Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria Estadual da Educação, e Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho.


Edição: Tereza Soares

*Aline Vieira é estagiária da Secretaria Executiva de Comunicação Social

ÁGUA PRA GENTE

*por William Ferreira A água passa nos canos, mas não é para os canos. É para as pessoas, para os animais, para as lavouras, até mesmo...