8 de maio de 2008

Gilberto Gil visita quilombo em Olinda

O ministro de Cultura, Gilberto Gil, está na comunidade quilombola Nação Xambá, em Olinda. Acompanhado da prefeita Luciana Santos, o ministro assiste a apresentações culturais no local, que é o primeiro quilombo demarcado do Norte/Nordeste e o terceiro do Brasil.
Segundo a prefeitura de Olinda, em novembro passado, a prefeita Luciana Santos assinou o decreto que demarca o terreiro como quilombo urbano. O Conselho de Preservação dos Sítios Históricos aprovou a delimitação da área localizada entre as ruas Presidente Kennedy, Comércio, Beira Rio e Estrada do Caenga, no bairro de São Benedito.
A agenda do ministro, nesta quinta-feira (8), inclui almoço com o governador Eduardo Campos e a assinatura do Programa Mais Cultura, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro do ano passado. O evento será no Centro de Convenções do Recife, às 15h, com a presença do secretário de Cultura, Ariano Suassuna, e a presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo.
Publicado por Clelia Araujo/Comunicação Social
Categoria(s): Na Mídia
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PERNAMBUCO.COM - Da Redação - 08/05/2008

PIGMALEÃO

Segundo a mitologia grega, Pigmaleão era um escultor e rei de Chipre que se apaixonou por uma estátua que esculpira ao tentar reproduzir a mulher ideal. Na verdade ele havia decidido viver em celibato na Ilha por não concordar com a atitude libertina das mulheres dali, que haviam dado fama à mesma como lugar de cortesãs. A deusa Afrodite, apiedando-se dele e atendendo a um seu pedido, não encontrando na ilha uma mulher que chegasse aos pés da que Pigmaleão esculpira, em beleza e pudor, transformou a estátua numa mulher de carne e osso chamada Galatéia, com quem Pigmaleão casou-se e com quem teve um filho chamado Pafos.
O mito de Pigmaleão, como outros, traduz um elemento do comportamento humano: a capacidade de determinar seus próprios rumos, concretizando planos e previsões particulares ou coletivas. Em Psicologia deu-se o nome de Efeito Pigmaleão ao efeito de nossas expectativas e percepção da realidade na maneira como nos relacionamos com a mesma, como se realinhássemos a realidade de acordo com as nossas expectativas em relação a ela.
Assim como no caso de outros mitos, Pigmaleão traduz um elemento fascinante do comportamento humano: a capacidade de determinar seus próprios rumos, concretizando planos e previsões particulares ou coletivas. No ambiente de negócios, a definição dos rumos de uma organização, através da elaboração da sua missão e da visão, pode contribuir significativamente para um posicionamento de vanguarda, bem como para geração de valor competitivo. Mas que elementos existem em comum na formulação de visões de futuro que levam a concretização de expectativas? Para refletir nessas questões, consideremos a trajetória de dois líderes contemporâneos que foram capazes de criar visões tão passíveis de concretização quanto a estátua de mármore no mito grego.O primeiro deles, Henry Ford, visionou o carro como um bem popular capaz de atingir classes até então inacessíveis na primeira década do século XX. A visão criativa de negócio desse líder foi traduzida em ação concreta e inovação: na criação do modelo de produção em série e na estratégia comercial diferenciada de distribuição do modelo T a um baixo preço, num mercado em expansão. O segundo, Martin Luther King, destacou-se por liderar milhares de pessoas numa marcha não-violenta a favor dos direitos civis dos negros norte-americanos no começo dos anos 60. Em um célebre discurso, King descreveu seu sonho de que um dia, em seu país, "todos os homens nasceriam iguais". Pragmáticos em essência, os elementos em comum desses líderes são a formulação de um futuro desejável, além do pensamento criativo, traduzido em ações significativas. De forma semelhante, o grande desafio para as empresas é expressar sua missão e a visão de futuro em ações capazes de engajar seus profissionais e gerar uma força criadora que dite todos os rumos da organização. O mecanismo indicado para a obtenção de êxito nessa tarefa é o compartilhamento, a comunicação por excelência. Além disso, é preciso ter em mente que os profissionais comprarão a visão de futuro da organização a partir de suas visões e missões individuais. Estão satisfeitas as suas necessidades básicas como indivíduos? Existe reconhecimento, desafio e boas perspectivas pessoais? Nesse caso será possível obter um engajamento capaz de transformar e alavancar mudanças de valor na organização. Caso contrário, a visão e a missão da empresa serão apenas objeto de admiração contemplativa de uns poucos.Assim, embora demande esforço, o efeito pigmaleão nas organizações é possível. Mas isso não será resultado de ação milagrosa de deuses. Os gestores devem procurar potencializar o poder criativo, a inovação, o engajamento e a ação contínua de seus profissionais traduzida em negócios. Querer fugir disso é criar um grande mito, porém sem nenhum significado. Pigmaleão.

Maio 68: a poética das barricadas


Por: Olgária Matos*

30/04/2008



Das barricadas à festa revolucionária, o maio de 68 foi, nas palavras de Daniel Cohn Bendit, libertário, quer dizer, anti-capitalista e anti-totalitário, anti-comunista e lúdico. O movimento que marcou aquele ano em todo o mundo não considerou o sistema de partidos ou grupos de pressão aqualquer nível, não participou do sistema nem de seus métodos, não teve dirigentes, nem hierarquias, nem disciplina partidária.

Contestou os profissionais da contestação, recusando o jogo que as oposições dominam. Um de seus princípios, pode-se dizer, foi "a vontade geral contraa vontade do general" - no caso, do general-presidente Charles De Gaulle, da França. Mesmo as barricadas não tinham caráter defensivo, foram mais um ato de linguagem com valor de citação. O que os jovens contestaram, classificaram e reconheceram em palavras-de-ordem, grafites, faixas e panfletos foi o mundo desencantado do bem-estar material sem nenhum ideal de espírito.

"Não à sociedade de consumo" foi a crítica do presente, daquele momento, do consumo fetichizado, do trabalho alienado. Era uma crítica que dizia não à jaula de aço, a sociedade espetacular-mercantil, dominada pelo dinheiro, pelo cálculo e pelo interesse que separa os homens em vez de os aproximar. Foi uma contestação à sociedade produtora de mercadorias e de fetiches, de exaustão para uns, de tempos mortos para outros, prisão a céu aberto, uma sociedade do desencantamento psíquico e da cultura, da "desvalorização de todos os valores".
Política do desejo, 68 constituiu-se um princípio de realidade diverso do industrial-produtivista, no qual o capital impõe formas de ser e de pensar. 68 foi contra a estatização do indivíduo, afirmando os direitos dasubjetividade e da espontaneidade criadora e consciente. Contrapôs-se à ideologia que condenava o indivíduo e a subjetividade, reduzindo-os à condição de "individualismo" e "sentimentalismo pequeno-burguês". Com a crítica à ética da abnegação e do sacrifício, a crítica ao mundo desencantado e burocratizado, colocou como lema a verdade triunfante do desejo.

Contra o mundo sem sonho e sem poesia,fez-se o mês de maio, convertendo a prosa em poesia, a sociedade em comunidade política - aquela que quer a felicidade e encontra novas razões da vida em comum. Herdeiro inovador de tradições e revoluções, o maio francês recuperou a cultura como valor de uso da cidade. Reavivou a iconografia da revolução Russa, da guerra civil espanhola e da Frente Popular de 1936, a China maoísta, a Cuba de Fidel, Rosa Luxemburgo e Engels, mas também Lamartine, Rimbaud e Baudelaire. Em 68, não é o desenho que domina e, mesmo nos cartazes, a palavra é soberana. Foi pura desconfiança, pois, da simples inovação gráfica e da retórica das imagens, foi confiança no discurso e na voz.

1968 recusou o mundo em prosa, substituíndo-o pela utopia. Foi o movimento de jovens estudantes e operários à luta entre as classes, preferiram o país de Cocagne e o "Convite à viagem". O levante de maio não consistiu em ativismo político, pois recusou a lógica do vencedor e do vencido, do traumatismo e da morte. Princípio de vida, Eros, felicidade sensual e instintiva. 68 foi uma luta pela vida. Por isso a grande recusa foi a recusa da violência. E a recusa da morte.

Na madrugada de 11 de maio, após o combate nas barricadas, não havia mortos a resgatar. Vale lembrar Maurice Grimaud, chefe da polícia de Paris em 68, responsável pela manutenção da ordem nas jornadas de maio tendo garantido a moderação da polícia, considerando como um teatro o inflamado Quartier Latin. Dez anos depois, publicou suas memórias - En mai fais ce qui te plaît (Em maio faça o que te agrada). Expert na história da cidade, os comportamentos insurgentes não o assustavam, nem lhe ofereciam mistério algum. Por isso, de parte a parte houve a decisão de não matar: "a diferença [das rebeliões do passado], é que a polícia não pretende de maneira alguma matar os defensores das barricadas, nem estes, devo dizê-lo, matar os policiais, muito embora os pedregulhos atirados e as garrafas em chamas não sejam inocentes."
Desta forma, a revolução na revolução de maio foi a mutação da violência, seu deslocamento para o campo simbólico - com o que se criou o descompasso entre as palavras e os fatos. Depois das experiências totalitárias, o maio francês revelou que uma revolução não se reconhece pela tomada do poder, mas por sua potência de sonho. Pois ao totalitarismo, Eros pertence à democracia." (Marcuse).


(*) Olgária Matos é professora de Filosofia Política do Departamento de Filosofia da FFLCH-USP.

Provavelmente, Deus não é Africano

A África ocupou mais da metade do tempo, da última reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, na terceira semana do mês de abril de 2008. Na pauta: o impasse nas eleições presidenciais do Zimbabwe e as crises políticas da Republica Democrática do Congo e da Kenya, além dos conflitos armados, na Somália, e em Darfur, no Sudão. Trazendo de volta a imagem de um continente aparentemente inviável, com “estados falidos”, “guerras civis” e “genocídios tribais”, com apenas 1% do PIB mundial, 2% das transações comerciais globais e menos de 2% do investimento direto estrangeiro dos últimos anos. Mas a África não é tão simples nem homogênea, com seus quase 800 milhões de habitantes e seus 53 estados nacionais, que foram criados pelas potências coloniais européias, e foram mantidos juntos, graças à Guerra Fria, que chegou à África Setentrional, com a crise do Canal de Suez, em 1956; à África Central, com a guerra do Congo, dos anos 60; e finalmente, à África Austral, com a independência de Angola e Moçambique, e a sua guerra com a África do Sul, nos anos 80.
A independência africana, depois da II Guerra Mundial, despertou grandes expectativas com relação aos seus novos governos de “libertação nacional” e seus projetos de desenvolvimento, que foram muito bem sucedidos – em alguns casos - durante os primeiros tempos de vida independente. Este desempenho inicial, entretanto, foi atropelado por sucessivos golpes e regimes militares, e pela crise econômica mundial, da década de 1970, que atingiu todas as economias periféricas, e provocou um prolongado declínio da economia africana, até o início do século XXI. Mesmo na década de 90, depois do fim do mundo socialista e da Guerra Fria, e no auge da globalização financeira, o continente africano ficou praticamente à margem dos novos fluxos de comércio e de investimento globais.
Depois de 2001, entretanto, a economia africana ressurgiu, acompanhando o novo ciclo de expansão da economia mundial. O crescimento médio, que era de 2,4% em 1990, passou para 4,5, %, entre 2000 e 2005, e alcançou as taxas de 5,3% e 5,5%, em 2007 e 2008. E, no caso de alguns países produtores de petróleo e outros minérios estratégicos, estas cifras alcançaram níveis ainda mais expressivos, como em Angola, Sudão e Mauritânia. Esta mudança da economia africana - como no resto do mundo -se deveu ao impacto do crescimento vertiginoso da China e da Índia, que consumiam 14 % das exportações africanas, no ano 2000 e hoje consomem 27%, igual que a Europa e os Estados Unidos, que são velhos parceiros comerciais do continente africano.
Na direção inversa, as exportações asiáticas para a África vêm crescendo à uma taxa média de 18% ao ano, junto com os investimentos diretos chineses e indianos, sobretudo em energia, minérios e infra-estrutura. Neste momento, existem cerca de 800 empresas, e 80.000 trabalhadores chineses na África, com uma estratégia conjunta de “desembarque econômico” no continente, como acontece também, em menor escala, com o governo e os capitais privados indianos. Neste sentido, não cabe mais duvida, devido ao volume e a velocidade dos acontecimentos: a África é o hoje, o grande espaço de “acumulação primitiva” asiática, e uma das principais fronteiras de expansão econômica e política, da China e da Índia. Mas ao mesmo tempo, não há o menor sinal de que os Estados Unidos e a União Européia estejam dispostos a abandonar suas posições estratégicas, conquistadas e controladas dentro deste mesmo território econômico africano.
Depois da frustrada “intervenção humanitária” dos Estados Unidos, na Somália, em 1993, o presidente Bill Clinton visitou o continente, e definiu uma estratégia de “baixo teor” para a África: democracia e crescimento econômico, através da globalização dos seus mercados nacionais. Mas depois de 2001, os Estados Unidos mudaram radicalmente sua política africana, em nome do combate ao terrorismo, e da proteção dos seus interesses energéticos, sobretudo na região do “Chifre da África” e do Golfo da Guinéa, que até 2015, deverá fornecer 25% das importações norte-americanas de petróleo.
Faz pouco tempo, os Estados Unidos criaram um novo comando estratégico regional no nordeste africano, e neste momento, estão instalando as bases de apoio de sua mais recente iniciativa militar, no continente: a criação do África Coomand - AFRICOM, que segundo o jornal inglês Financial Times, “ marca o inicio de uma nova era de engajamento, sem precedente, da Marinha Norte-Americana na costa oeste da África.” (15/04/2008). Este aumento da presença militar americana, entretanto, não é um fenômeno isolado, porque a União Européia, e a Grã Bretanha, em particular, têm dedicado uma atenção cada vez maior à África. E a Rússia, acaba de assinar um acordo econômico e militar com a Líbia, e logo em seguida, assinará um outro, com a Nigéria, envolvendo venda de armas e dois projetos bilionários de suprimento de gás para Europa, através da Itália, e do deserto do Saara.
Num jogo de xadrez que se complicou ainda mais, nos últimos dias, com a descoberta de um carregamento de armas chinesas enviadas para o governo de Robert Mugabe, no Zimbabwe, através da África do Sul, e com o apoio do governo sul-africano de Thabo Mbeki, segundo denuncia do líder da oposição, no Zimbabwe, Morgan Tsvangirai.
Este quadro fica ainda mais complicado, quando se percebe que tudo isto está acontecendo no momento em que o sistema mundial ingressa numa nova “corrida imperialista”, entre as suas “grandes potências”. Como aconteceu com o primeiro colonialismo europeu que começou com a conquista da cidade de Ceuta, no norte da África, em 1415, estendendo-se em seguida, pela costa africana, e transformando a sua população negra na principal commodity da economia mundial, no início da globalização capitalista. Depois, de novo, na “era dos impérios”, no final do século XIX, as potências européias conquistaram e submeteram - em poucos anos - todo o continente africano, com exceção da Etiópia. E agora, neste início do século XXI, tudo indica que a África será – pela terceira vez - o espaço privilegiado da competição imperialista que está recém começando. A menos que exista um outro Deus, que seja africano.
Contribuição: Antonio Carlos - Sec. Organização PT/Olinda

5 de maio de 2008

Merenda Escolar


Merenda escolar: alimentação saudável é um direito humano



A alimentação escolar saudável é um direito humano e precisa ser garantida às crianças e adolescentes brasileiros. Para difundir essa idéia, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) inicia uma campanha educativa com o envio de 553 mil cartazes pedagógicos a toda a rede pública de educação infantil e ensino fundamental. O intuito é conscientizar alunos, professores e diretores sobre o direito dos estudantes a uma dieta adequada e nutritiva no ambiente escolar. Os cartazes devem chegar às 170 mil escolas da rede oficial de todo o país até o fim do mês.
O cartaz ainda foi traduzido para três línguas (inglês, francês e espanhol) e será distribuído às embaixadas dos países da América Latina e do Caribe, para que esse trabalho de conscientização também seja feito em outras nações. A peça educativa foi apresentada nesta sexta-feira, 18, no Itamaraty, pelo presidente do FNDE, Daniel Balaban, no Plenário da 30ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para América Latina e Caribe.
"Os países em desenvolvimento têm de se unir e trabalhar de forma efetiva para acabar com esse triste quadro de crianças morrendo por falta de acesso à comida, disse Balaban. Queremos ajudar países como o nosso a implantar programas de alimentação escolar", completou, lembrando que o FNDE já presta apoio técnico a países da África e da América Latina para que o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) seja adaptado às realidades de cada nação.
A campanha brasileira, que reúne os esforços dos ministérios da Educação, do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, das Relações Exteriores, da Saúde e da Secretaria Especial de Direitos Humanos, teve repercussão positiva frente aos representantes dos 33 países que participaram da conferência da FAO. Tanto a FAO quanto o Programa Mundial de Alimentos (PMA), da ONU, se interessaram e irão disponibilizar em seus sítios na Internet a imagem do cartaz nas quatro línguas, para uso pelos países e organismos interessados.
Hábitos saudáveis  Para a coordenadora-geral do PNAE, Albaneide Peixinho, a campanha busca promover a saúde na educação. "Incutir hábitos saudáveis nas crianças é formar adultos saudáveis. Daqui a 20 anos, podemos até reverter o quadro grave da saúde em relação a doenças ligadas diretamente à alimentação, como hipertensão e diabetes", disse. "Está comprovado que uma alimentação adequada contribui para o aprendizado e desempenho na escola."
Segundo a nutricionista Viviane Mustafa, técnica do programa, a iniciativa também tenta promover hábitos alimentares saudáveis fora da escola. A conscientização é para toda a comunidade: alunos, pais, professores, diretores e integrantes do Conselho de Alimentação Escolar, afirmou. Ela ressaltou que quem não estiver recebendo uma alimentação adequada na escola deve reclamar ao CAE local.
Amplitude  Considerado um dos maiores programas de alimentação escolar do mundo, o Pnae vai destinar R$ 1,6 bilhão para a suplementação alimentar de 36 milhões de jovens e crianças brasileiras da rede pública da educação infantil e do ensino fundamental, além de atender também as escolas filantrópicas. Ainda este ano, o programa pode ser expandido para o ensino médio, caso o Congresso Nacional aprove o PL 2877/08, enviado pelo Executivo em fevereiro. Com a aprovação, outros 8 milhões de estudantes serão beneficiados com alimentação escolar gratuita.


22 de abril de 2008

Assembléia Legislativa publica artigo de Irageu Fonseca

Artigo do sociólogo e Secretário Adjunto da Secretaria de Orçamento Participativo, Irageu Fonseca, veiculado em jornal de grande circulação, recebe menção honrosa e é publicado nos Anais da Assembléia Legislativa. O artigo versa sobre a temática do desemprego no segmento jovem e é baseado na vivência do projeto “Escola de Vocações – Olinda de Belas Artes”, realizado pelo Instituto de desenvolvimento e Assessoria Social (IDEAS), em parceira com Prefeitura Popular e o Ministério da Educação.O “Escola de Vocações” atendeu cerca de 300 jovens da cidade, entre oito e 14 anos, em situação de risco. Os jovens participaram, durante cinco meses, de ciclos de aprendizagem divididos em três oficinas temáticas relacionadas aos aspectos de construção de habilidades, numa visão empreendedora e criativa. A culminância do projeto aconteceu na I Feira do Saber, da Economia e da Cultura Popular, realizada no dia 16 de fevereiro, na Praça do Carmo.Segue abaixo o artigo: Novas perspectivas para os talentos jovensA crise econômica pela qual passa o mundo tem em seu bojo um dos problemas que pode ser considerado como um dos mais preocupantes neste contexto, dada a sua relação direta com a sobrevivência humana: o desemprego. Os altos índices de desemprego, principalmente nos países pobres como o Brasil, provocam rebatimento direto na estabilidade social das regiões que convivem com este problema, sendo a violência o mais visível efeito da dificuldade de sobreviver sem emprego e, conseqüentemente, sem renda, que faz do Brasil um dos países de maior taxa de homicídio do mundo e segundo maior da América Latina.Esta taxa irá revelar sua face mais cruel no grupo populacional jovem, sendo entre os tipos de causas externas, o principal responsável pela elevada mortalidade entre a população juvenil. Este processo foi mais cruel com as sociedades que cometeram o erro histórico de não investir em educação - maior instrumento de cidadania. Se observarmos que um dos elementos que contribuem com o aumento do desemprego no mundo está relacionado ao desenvolvimento tecnológico, fica evidente a dificuldade de um cidadão que não teve acesso à educação básica de qualidade competir num mercado de trabalho que tem no conhecimento tecnológico um dos seus maiores diferenciais.O trabalho dos tempos atuais aponta que, o campo super simbólico da atividade humana assume no presente papel preponderante nas relações da sociedade. E requer dos novos trabalhadores um comportamento profissional diferenciado, dos tempos passados, da era industrial. Dentro deste contexto, percebe-se que nas mais diversas localidades deste país, os jovens oriundos das classes populares não conseguem desenvolver um percurso formativo que lhes garantam o acesso a uma inserção produtiva de qualidade, só lhes restando o desespero.A falta de perspectiva de serem protagonistas de suas vidas, leva-os ao mundo do mercado precário de trabalho, ao envolvimento com as drogas, a cometerem delitos, a caírem nos braços do crime organizado. Estes jovens que, apesar de não terem tido acesso à educação formal básica de qualidade, seja na área do ensino fundamental, seja na área profissional, possuem aptidões e habilidades que se forem qualificadas possibilitarão uma inserção profissional de qualidade no mundo do trabalho, permitindo que protagonizem um novo modelo de vida e que possam gestar seu futuro.Baseado nessa análise, o Instituto de Desenvolvimento e Assessoria Social (Ideas) em parceria com a Secretaria de Educação de Olinda e com o Ministério da Educação desenvolveram o Projeto Escola de Vocações com o objetivo de identificar talentos juvenis nos núcleos comunitários para fomentar e aperfeiçoar suas habilidades, tornando-os capazes de produzir a auto-gestão da sua vida. Durante quatro meses, jovens de escolas públicas municipais de Olinda foram contemplados com oficinas de formação para a cidadania; de formação profissional com práticas voltadas para a capacitação técnica; e de formação musical. O encerramento do Projeto foi marcado pela I Feira do Saber e da Economia da Cultura Popular realizada no último final de semana, na Praça do Carmo, com exposições artísticas, artesanato, apresentações culturais e recreação infantil.


Fonte: Site da PMO
Por Ana Paula Gomeze
15h42 - 05/05/2008

Link: http://www.agendacultural.olinda.pe.gov.br/portal/noticias.php?cod=1996

1 de maio de 2008

Requerimento do Deputado Clodoaldo Magalhães

ESTADO DE PERNAMBUCOASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

Legislatura 16º Ano 2008


Requerimento Nº 1562/2008

Requeremos à Mesa, ouvido o Plenário e cumpridas as formalidades regimentais, que seja transcrito nos Anais desta Casa o artigo "Novas perspectivas para os talentos juvenis", de autoria de Irageu Fonseca, veiculado no dia 27 de fevereiro de 2008, no Diário de Pernambuco. Da decisão desta Casa, e do inteiro teor desta proposição, dê-se conhecimento ao Sr. Irageu Fonseca, Estrada do Bonsucesso, 183 - Bonsucesso. Olinda/PE. CEP: 54240-480.
Justificativa
O artigo em tela, escrito por Irageu Fonseca, sociólogo, diretor do Instituto de Desenvolvimento e Assessoria Social (Ideas) e secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico de Olinda, versa sobre a controvertida temática do desemprego no segmento jovem, através de bem tecidos arrazoados. Pela relevância do artigo em tela e pelo inconteste licenciamento de quem o subscreve, solicito a meus pares a aprovação deste requerimento.Abaixo, segue a transcrição do artigo:Novas perspectivas para os talentos jovens.A crise econômica pela qual passa o mundo tem em seu bojo um dos problemas que pode ser considerado como um dos mais preocupantes neste contexto, dada a sua relação direta com a sobrevivência humana: o desemprego. Os altos índices de desemprego, principalmente nos países pobres como o Brasil, provocam rebatimento direto na estabilidade social das regiões que convivem com este problema, sendo a violência o mais visível efeito da dificuldade de sobreviver sem emprego e, conseqüentemente, sem renda, que faz do Brasil um dos países de maior taxa de homicídio do mundo e segundo maior da América Latina. Esta taxa irá revelar sua face mais cruel no grupo populacional jovem, sendo entre os tipos de causas externas, o principal responsável pela elevada mortalidade entre a população juvenil. Este processo foi mais cruel com as sociedades que cometeram o erro histórico de não investir em educação - maior instrumento de cidadania. Se observarmos que um dos elementos que contribuem com o aumento do desemprego no mundo está relacionado ao desenvolvimento tecnológico, fica evidente a dificuldade de um cidadão que não teve acesso à educação básica de qualidade competir num mercado de trabalho que tem no conhecimento tecnológico um dos seus maiores diferenciais.O trabalho dos tempos atuais aponta que, o campo super simbólico da atividade humana assume no presente papel preponderante nas relações da sociedade. E requer dos novos trabalhadores um comportamento profissional diferenciado, dos tempos passados, da era industrial. Dentro deste contexto, percebe-se que nas mais diversas localidades deste país, os jovens oriundos das classes populares não conseguem desenvolver um percurso formativo que lhes garantam o acesso a uma inserção produtiva de qualidade, só lhes restando o desespero. A falta de perspectiva de serem protagonistas de suas vidas, leva-os ao mundo do mercado precário de trabalho, ao envolvimento com as drogas, a cometerem delitos, a caírem nos braços do crime organizado. Estes jovens que, apesar de não terem tido acesso à educação formal básica de qualidade, seja na área do ensino fundamental, seja na área profissional, possuem aptidões e habilidades que se forem qualificadas possibilitarão uma inserção profissional de qualidade no mundo do trabalho, permitindo que protagonizem um novo modelo de vida e que possam gestar seu futuro. Baseado nessa análise, o Instituto de Desenvolvimento e Assessoria Social (Ideas) em parceria com a Secretaria de Educação de Olinda e com o Ministério da Educação desenvolveram o Projeto Escola de Vocações com o objetivo de identificar talentos juvenis nos núcleos comunitários para fomentar e aperfeiçoar suas habilidades, tornando-os capazes de produzir a auto-gestão da sua vida. Durante quatro meses, jovens de escolas públicas municipais de Olinda foram contemplados com oficinas de formação para a cidadania; de formação profissional com práticas voltadas para a capacitação técnica; e de formação musical. O encerramento do Projeto foi marcado pela I Feira do Saber e da Economia da Cultura Popular realizada no último final de semana, na Praça do Carmo, com exposições artísticas, artesanato, apresentações culturais e recreação infantil.



Clodoaldo Magalhães

Deputado

ÁGUA PRA GENTE

*por William Ferreira A água passa nos canos, mas não é para os canos. É para as pessoas, para os animais, para as lavouras, até mesmo...