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24 de julho de 2008

Defensor de Direitos Humanos é indiciado pela Justiça Militar

O economista e especialista em educação em Direitos Humanos, Roberto Oliveira Monte está sendo processado pela Justiça Militar por causa de algumas declarações feitas durante sua participação no I Congresso Norte-Nordeste de Direito Militar em 2005 no auditório da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Monte foi o fundador do Movimento Nacional dos Direitos Humanos e atualmente trabalha como consultor do Portal Nacional de Segurança Humana do Ministério da Justiça.Durante sua palestra, intitulada "Direitos Humanos – Coisa de Polícia", o economista propôs aos membros das forças armadas à implantação de núcleos de direitos humanos e fez referência aos exércitos do Duque de Caxias, do Marechal Rondon, de Marighela, de Gregório Bezerra, de Prestes e outros.
As referências a esses militares resultaram na instauração de Inquérito Policial Militar (IPM) em que foram indiciados 11 militares e Monte, que é civil.O economista foi denunciado pelo Ministério Público Federal Militar com base nos artigos 155 (incitamento à desobediência) e 219 (ofensa às forças armadas) do Código Penal Militar Brasileiro, promulgado através do decreto-lei 1001 de 21 de outubro de 1969, ainda na Ditadura Militar. Os crimes imputados a Roberto Monte são puníveis com pena privativa de liberdade, que pode chegar a até quatro anos de reclusão.De acordo com os advogados de Monte, Marcelo Santa Cruz e Frederico Barbosa, a denúncia vai de encontro ao artigo 5º § 4º da Constituição Federal que assegura o direito à livre manifestação de pensamento e fere tratados internacionais de direitos humanos celebrados pelo Brasil ou aos quais o País aderiu. O caso já está tendo causando repercussão internacional junto à entidades ligadas aos Direitos Humanos.
O Lawyer's Right Watch Canada (LRWC), um comitê de advogados internacionais que provê apoio a defensores de direitos humanos em risco, enviou um comunicado urgente às autoridades brasileiras para expressar sua preocupação com relação ao caso.Segundo o documento da LRWC, o Código Penal Militar não se trata de uma lei estritamente democrática, pois foi preparada e outorgada pelo regime militar, carecendo de votação parlamentar. A entidade chamou a atenção para o fato de que para um civil ser processado por um crime militar, os fatos imputados devem ocorrer dentro de uma instituição militar, o que não procede nesse caso, visto que o campus universitário está sob administração federal civil.
Eles destacaram também que um congresso de Direito Militar tem um cunho eminentemente acadêmico-científico, é que há um abuso de poder por parte dos militares ao imputar um crime inaplicável aos próprios militares, a um civil. "Essa denúncia emitida pelo Ministério Público Federal Militar, acatada pela auditoria da Justiça Militar, deixa o Exército Brasileiro com uma imagem ruim aqui e na comunidade internacional", declarou Frederico Barbosa. Marcelo Santa Cruz completou: "É bom que se esclareça que o Código Penal Militar não se trata de uma lei estritamente democrática, pois foi preparado e outorgado pelo regime militar carecendo de legitimidade por não ter sido votado no parlamento nacional". Os advogados afirmaram ainda que esse é um momento oportuno para que seja desencadeado pela Ordem dos Advogados do Brasil, Movimento Nacional de Direitos Humanos e demais entidades, um grande movimento pela revogação dessa legislação que, inclusive, confronta-se com a Constituição Federal.A OAB-PE entrou no caso e promoveu terça (22/07), às 9h, uma audiência pública de desagravo referente ao processo.
Para Jayme Afora, presidente da OAB-PE é necessário pôr um fim a esse entulho autoritário que o País guarda como herança dos tempos da ditadura. "Estamos cumprindo o nosso papel como defensores do Estado Democrático de Direito e da Justiça", assegurou o presidente.PRESENÇA DO GRUPO MULHER MARAVILHAO Grupo Mulher Maravilha, filiado ao MNDH, representado por Lourdes Luna, se fez presente na audiência pública realizada na OAB, dia 22/07, e também emitiu algumas palavras na tribuna, solidarizando-se com Roberto Monte, militante histórico do MNDH, processado pelos militares, expressando perplexidade. Continuando, disse que, infelizmente, nos dias de hoje os militares continuam cometendo arbitrariedades com atitudes arrogantes.E, neste ano de 2008, quando se celebra o aniversário dos 20 anos da promulgação da Constituição Brasileira, chamada Constituição Cidadã, 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos entre outros marcos históricos significativos do Brasil e do Mundo. Colocou que essas atitudes autoritárias não nos surpreendem vindo de militares, mas é preciso repudiar e aproveitar o momento para refletir com a sociedade para que se construa uma nova sociedade e que os direitos humanos sejam de fato respeitados.Dia 23/07 estava prevista a audiência de julgamento do caso, na Circunscrição da Justiça Militar, Rua da Moeda – Recife antigo, às 13h. Na hora marcada, o réu, seus advogados, Dr. Eri Varela da OAB Brasília e outras pessoas comprometidas com os Direitos Humanos estiveram no local. Mas a audiência não aconteceu. Segundo informações, será realizada em Brasília, quando não se sabe ainda.O Grupo Mulher Maravilha novamente se fez representar por Lourdes Luna, Lenira Araújo, Luiza Belarmino, Sebastiana Nery, Edneide Lima e Cila que participam da Oficina de Direitos – Uma Campanha de acesso à Justiça.NOTA DE SOLIDARIEDADE DO GRUPO MULHER MARAVILHAO Grupo Mulher Maravilha, coerente com sua missão de luta por Direitos Humanos, se solidariza com o economista e especialista em educação em Direitos Humanos, o advogado Dr. Roberto Oliveira Monte, e repudia o processo de que é vítima por parte do Ministério Público Federal Militar.A acusação de que é réu Roberto Monte se fundamenta em lei espúria do tempo da ditadura militar não legitimada pelo poder legislativo e fere os mais elementares direitos do estado democrático que são a liberdade de opinião e de expressão consagrados pela constituição “cidadã” que, aliás, os militares juram defender.Repudiamos essas atitudes dos militares que mancham a imagem de um país democrático, moderno e maduro que o Brasil procura exibir no panorama da liberdade e da democracia global.

9 de maio de 2008

Varadouro: Homem é preso com 65 pedras de crack em Olinda

Um homem foi preso na noite desta quinta-feira (8) acusado de tráfico de drogas. Carlos Roberto Muines, de 25 anos, foi pego em flagrante com 65 pedras de crack no Varadouro, em Olinda.Policiais do Primeiro Batalhão efetuaram a prisão do rapaz e o levaram para a Delegacia de Casa Caiada, onde o flagrante foi lavrado. Carlos deve passar a noite na delegacia e ser conduzido, na sexta-feira (9), ao Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima.

da Redação do pe360graus.comhttp://pe360graus.globo.com/

7 de abril de 2008

OMS elogia Brasil por tratar violência como tema de saúde pública

Por: Claudia Silva Jacobs
BBC Brasil
"O Brasil está empenhado em seguir as recomentações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para tratar a violência como um problema de saúde pública."
A visão otimista é de Miguel Malo, consultor da área de promoção da saúde do escritório da OMS e da Organização Panamericana de Saúde no Brasil.
"A questão da violência não deve ser enxergada só como questão de segurança, que está articulada com a questão da carceragem, punição, etc. Tem haver com um monte de outros fatores", afirma Malo.
"Nesse sentido, eu acho que as políticas que estão se encaminhando nesse momento no Brasil apontam para o caminho certo", acrescenta o consultor da OMS.
"O governo está empenhado nesse processo no Brasil. Outra questão muito importante é que o Ministério da Saúde está fazendo um grande esforço quanto a isso."
Desigualdade Apesar dos altos índices de violência, Miguel Malo diz ter esperança de que o Brasil vai conseguir contornar a crise de segurança.
"Embora os dados mostrem uma realidade muito difícil, principalmente com o crescimento dos homicídios com armas de fogo e o coeficiente de mortes muito alto em algumas cidades, particularmente entre a população jovem, acho que tem alguma coisa para se ter esperança", comenta.
Malo lembra ainda que a própria OMS destaca em seu último relatório que "a violência é evitável". Para o representante da organização no Brasil, a desigualdade social é a maior responsável pelo problema.
"Obviamente, há alguns dados comparativos entre os países que mostram que não é só a questão da pobreza que tem uma relação com a violência, mas é a questão da iniqüidade", diz Malo.
"Países mais pobres que têm menos desigualdades sociais têm menos violência do que os países mais ricos com mais desigualdade social."
Desemprego De acordo com Miguel Malo, uma das recomendações da OMS para combater as desigualdades – e, ao mesmo tempo, a violência – é trabalhar para reduzir os índices de desemprego.
"O maior número de mortes está entre (pessoas com idade entre) 20 e 40 anos. As taxas de mortalidade por armas de fogo pela população masculina são gritantes em algumas cidades do país, como Recife e Rio de Janeiro", diz o representante da OMS no Brasil.
"Isso também tem haver com questões estruturais como a falta de oportunidades", afirma Miguel Malo.
A OMS recomenda ainda que a prevenção da violência seja integrada a políticas sociais e educacionais, o que ajudaria na busca por uma maior igualdade social.
"Alguns programas que não tem haver diretamente com a violência, como o bolsa-alimentação e o bolsa-escola, são importantes. Nesse sentido, esses esforços do governo estão atingindo a questão da violência", conclui Malo.
Extraído de: Portal do PT

8 de janeiro de 2006

Palestra discute Drogas e Violência na Juventude

O debate As Várias Faces da Violência, que aconteceu no Teatro Ribeira, hoje pela manhã, trouxe como debatedores Jorge Atílio Silva Lulianelli, coordenador do Programa Trabalhadores Rurais e Direitos do Koinonia/RJ, Def Yuri, representante do projeto Mediação de Conflitos Urbanos do Viva Rio/RJ, Edísio Ferreira Júnior, Professor do Depto. de Ciências Sociais da UFPB e pesquisador do Grupo Jovens e Juventudes/PET-UFPE.
Olga Câmara, Superintendente de Articulação Institucional da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, coordenou a mesa.
Os debatedores discutiram as questões do uso das drogas entre os jovens do Brasil. Jorge Atílio falou sobre o uso da maconha, como ela chega nas favelas do país. “Existe um grande processo para que a maconha chegue nas periferias, para ter a maconha em mãos, alguém tem que plantá-la, existem pessoas que cuidam da produção, pessoas superiores que cuidam da distribuição e outras que são responsáveis pela comercialização do produto”, afirmou Jorge.
A maioria dos usuários de drogas é de jovens entre 12 e 24 anos, que residem em periferias. Segundo o debatedor Def Yuri, os jovens do nosso país têm uma enorme dificuldade em relação à educação, muitos adolescentes partem para a vida do crime por não ter nenhuma ocupação em suas vidas.

Fonte: Agência In'formar
Por P@ulo Ricardo

ÁGUA PRA GENTE

*por William Ferreira A água passa nos canos, mas não é para os canos. É para as pessoas, para os animais, para as lavouras, até mesmo...