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5 de novembro de 2009

MORRE O ANTROPÓLOGO LÉVI-STRAUSS


O etnólogo e antropólogo estruturalista belga Claude Lévi-Strauss morreu na noite de sábado para domingo (1º) aos 100 anos, de acordo com um porta-voz da Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais de Paris, na França. As informações são do jornal francês "Le Monde".

Nascido em Bruxelas, na Bélgica, Lévi-Strauss foi um dos grandes pensadores do século 20. Ele, que completaria 101 anos em 28 de novembro, tornou-se conhecido na França, onde seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da antropologia. Filho de um artista e membro de uma família judia francesa intelectual, estudou na Universidade de Paris.

De início, cursou leis e filosofia, mas descobriu na etnologia sua verdadeira paixão. No Brasil, lecionou sociologia na recém-fundada Universidade de São Paulo, de 1935 a 1939, e fez várias expedições ao Brasil central. É o registro dessas viagens, publicado no livro "Tristes Trópicos" (1955) que lhe trará a fama. Nessa obra ele conta como sua vocação de antropólogo nasceu durante as viagens ao interior do Brasil.

Exilado nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi professor nesse país nos anos 1950. Na França, continuou sua carreira acadêmica, fazendo parte do círculo intelectual de Jean Paul Sartre (1905-1980), e assumiu, em 1959, o departamento de Antropologia Social no College de France, onde ficou até se aposentar, em 1982.

O estudioso jamais aceitou a visão histórica da civilização ocidental como privilegiada e única. Sempre enfatizou que a mente selvagem é igual à civilizada. Sua crença de que as características humanas são as mesmas em toda parte surgiu nas incontáveis viagens que fez ao Brasil e nas visitas a tribos de indígenas das Américas do Sul e do Norte.

O antropólogo passou mais da metade de sua vida estudando o comportamento dos índios americanos. O método usado por ele para estudar a organização social dessas tribos chama-se estruturalismo. "Estruturalismo", diz Lévi-Strauss, "é a procura por harmonias inovadoras".

Suas pesquisas, iniciadas a partir de premissas linguísticas, deram à ciência contemporânea a teoria de como a mente humana trabalha. O indivíduo passa do estado natural ao cultural enquanto usa a linguagem, aprende a cozinhar, produz objetos etc. Nessa passagem, o homem obedece a leis que ele não criou: elas pertencem a um mecanismo do cérebro. Escreveu, em "O Pensamento Selvagem", que a língua é uma razão que tem suas razões - e estas são desconhecidas pelo ser humano.

Lévi-Strauss não via o ser humano como um habitante privilegiado do universo, mas como uma espécie passageira que deixará apenas alguns traços de sua existência quando estiver extinta.

Membro da Academia de Ciências Francesa (1973), integrou também muitas academias científicas, em especial européias e norte-americanas. Também é doutor honoris causa das universidades de Bruxelas, Oxford, Chicago, Stirling, Upsala, Montréal, México, Québec, Zaïre, Visva Bharati, Yale, Harvard, Johns Hopkins e Columbia, entre outras.

Aos 97 anos, em 2005, recebeu o 17o Prêmio Internacional Catalunha, na Espanha. Declarou na ocasião: "Fico emocionado porque estou na idade em que não se recebem nem se dão prêmios, pois sou muito velho para fazer parte de um corpo de jurados. Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele - isso é algo que sempre deveríamos ter presente".

7 de setembro de 2008

Ciência Jovem prorroga inscrições até o dia 14 de setembro

Devido a grande procura nas últimas semanas foram prorrogadas até o próximo domingo (14) as inscrições para professores e alunos na XIV Ciência Jovem – Maior feira de Ciências do Norte/Nordeste. O evento acontece entre 28 e 30 de Outubro, no Espaço Ciência, e podem participar alunos da educação infantil ao ensino médio, bem como os seus professores.
As inscrições estão sendo realizadas através do site do
Espaço Ciência onde estão disponíveis a ficha de inscrição e o regulamento para professores e alunos. A Ciência Jovem já é considerada uma das três maiores feiras de ciências do país e é um espaço em que popularização da ciência e da tecnologia se traduzem em experimentos, mostras, atrações interativas, e diversas formas de divulgação que oferecem - à luz da ciência - uma leitura criativa do cotidiano de aprendizagem de alunos e professores.
"Nosso objetivo é que as escolas notem, cada dia mais, a importância das feiras de ciências como local de aprendizado e intercâmbio para seus alunos" comenta, Francis Dupuis, Gerente Geral do Espaço Ciência. Os alunos podem participar em quatro categorias: Iniciação à Pesquisa (educação infantil e ensino Fundamental de 1a a 4a série), Divulgação Científica (ensino Fundamental de 5a a 8a série), Desenvolvimento Tecnológico e Incentivo à Pesquisa (duas categorias para o ensino médio). Os vencedores receberão material didático e viagens para participação em feiras nacionais e internacionais como a SBPC Jovem, Mostratec (Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia) e Febrace (Feira Nacional de Ciências e Engenharia). Professores - Os professores além de orientar projetos também podem participar do Ciência Jovem na categoria Educação Científica que procura incentivar a reflexão sobre o processo de ensino e aprendizagem e estimular práticas de voltadas para a educação científica. Os trabalhos nessa categoria serão no formato de relatos a respeito de experiências pedagógicas vivenciadas pelos professores e serão apresentados em forma de pôster. O vencedor será contemplado com um notebook. Cada escola pode apresentar apenas um projeto por categoria, sendo que unidades de ensino situadas em locais diferentes contam como escolas distintas. Os candidatos têm até o dia 31 de agosto para enviar todos os dados necessários para o email
cienciajovem@espacociencia.gov.br A Ciência Jovem é uma realização do Espaço Ciência com apoio da Secretaria de Tecnologia, Ciência e Meio Ambiente e Secretaria da Educação do Governo de Pernambuco. Para o secretário de Educação, Danilo Cabral, "a parceria firmada com o Espaço Ciência na realização da XIV Ciência Jovem, traz excelentes resultados para o aluno, professor e para a escola, uma vez que incentiva o desenvolvimento de projetos em educação científica". Nascida em 1995, a feira ano passado atingiu a marca de 160 trabalhos inscritos e uma visitação de 10 mil pessoas durante todo o evento. Para 2008, a expectativa é que o número cresça ainda mais, atingindo o número total de 200 trabalhos. "A Ciência Jovem tem a mesma idade do Espaço Ciência, fruto de nossa concepção da feira de ciências como uma revolução pedagógica", assegura o diretor executivo do Espaço Ciência, Antônio Carlos Pavão.

20 de agosto de 2008

Inauguração de Centro Vocacional Tecnológico em Igarassu

A Prefeitura de Igarassu, junto com o Governo Federal, através do Ministério da Ciência e Tecnologia inaugurou o Centro Vocacional Tecnológico (CVT) do município. No CVT serão realizados cursos profissionalizantes de restauro em papel, madeira e cantaria (restauro em pedra), para jovens a partir dos 18 anos. Na implantação do CVT foram investidos R$ 499 mil na formação de mão-de-obra especializada na conservação do patrimônio histórico-cultural da cidade. Além de Igarassu outros dois municípios (Olinda e Goiana) já possuem esse tipo de projeto. O Centro Vocacional Tecnológico funcionará na Rua Frei Caneca, nº 46, Sítio Histórico.

9 de junho de 2008

Geosnic está no ar, mas tem consulta limitada

Políticos, pesquisadores, estudantes ou qualquer cidadão interessado em gestão pública já podem começar a testar o Geosnic, lançado oficialmente pelo Ministério das Cidades em Brasília. Ainda em caráter preliminar, o recurso inclui um atlas digital com imagens de satélite em alta definição e quase 800 indicadores que comtempla todos os 5.564 municípios brasileiros. Informações sociais, geográficas, econômicas e culturais fazem parte do projeto, que pretende abrigar em uma única plataforma dados públicos hoje espalhados por várias autarquias e, quase sempre, não disponíveis de forma facilitada para a sociedade e para governantes locais.
A iniciativa de lançar o Geosnic tem sido discutida há um ano e a intenção de implantar o programa foi abordada em detalhes pelo Diario no dia 13 de abril. Construído com software livre e apoio técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, o mapa digital sofreu vários atrasos e mudanças de diretrizes ao longodo caminho. A versão disponível na internet (www2.cidades.gov.br/geosnic) possui recursos abertos ao público, mas outros exigem um cadastro, a ser analisado pelo ministério, antes de uma senha ser liberada para funções mais avançadas.

É possível cruzar dados sobre assuntos variados, incluindo participação nas eleições, déficit habitacional, índice de desenvolvimento humano (IDH), receita com impostos, renda, movimentação bancária e até mesmo a quantidade de estabelecimentos comerciais e de lazer. Um dos diferenciais do Geosnic é o conjunto de imagens em alta definição via satélite, ainda não disponível nesta edição preliminar. De acordo com os técnicos do ministério, a previsão oficial é que elas sejam incluídas pelos próximos dias.

A primeira versão do Geosnic foi apresentada na Marcha dos Prefeitos, em Brasília. Não à toa, é na gestão municipal onde reside a maior expectativa de alimentação de informações para o banco de dados do Geosnic. Segundo a coordenadora do projeto, Luciana Senra, a entrada de dados será por meio de um link no próprio software, a “biblioteca municipal”, sendo feita por profissionais concursados da gestão pública. Cruzamento de dados.

As informações disponíveis no Geosnic são oriundas de órgãos como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Banco Central e Ministério da Fazenda. Em períodos eleitorais, a aposta é que dados como o número de votos e dos censos populacionais possam ser cruzados e utilizados para formulação de políticas públicas localizadas.

A coordenadora Luciana Senra acredita que, mais adiante, seja aberta ao público a parte dos contratos do ministério, para que a população possa conhecer e monitorar as obras e os contratos firmados. Uma segunda etapa do GeoSNIC, ainda sem previsão de data, prevê a instalação do software Terraview nos gabinetes das prefeituras. Por meio do programa, gestores poderão planejar melhores ações e políticas públicas, construindo mapas temáticos em territórios específicos, usando georeferenciamento.

O ministério pretende capacitar técnicos dos municípios para uso de todo o material. O treinamento será feito através de 17 universidades públicas. Dois funcionários de 700 prefeituras receberão o treinamento que deverá ser concluído em outubro.

Fonte: Paulo RebêloDiario de Pernambuco

Astrônomos nos EUA buscam sinais enviados por ETs

SÃO PAULO - Quando o Telescópio Espacial Hubble detectou, em 2001, um planeta que passava diante de sua estrela, o astrônomo americano Ray Villard imaginou se outras civilizações não poderiam estar vendo a Terra da mesma forma. A passagem captada pelo Hubble também permitiu que cientistas na Terra estudassem a composição da atmosfera do outro planeta. Extraterrestres poderiam usar a mesma técnica para ver do que é feito o nosso ar, e descobrir oxigênio.
Depois de determinar que a Terra é habitável, poderiam começar a enviar sinais, disse Villard, em nota divulgada durante reunião da Sociedade de Astronomia dos EUA, na semana passada. Agora, um conjunto de dezenas de radiotelescópios baseado na Califórnia, o Allen Telescope Array (ATA), deverá testar a idéia.
O início da varredura depende do comitê de revisão de projetos do ATA, diz Seth Shostak, do Instituto Seti, uma organização dedicada à busca por inteligência extraterrestre. O instituto é responsável, juntamente com a Universidade da Califórnia, Berkeley, pela administração do ATA.
Pode ser que possamos começar com os primeiros testes já nos próximos meses. Shostak, Villard, Henry Rowland (da Universidade Johns Hopkins) e Steven Kilston (da Fundação Henry) participam do projeto. A idéia é procurar por sinais de rádio vindos de estrelas localizadas numa faixa próxima à eclíptica, como é chamado o plano que contém a órbita da Terra. Civilizações localizadas nessa faixa poderiam detectar uma redução anual no brilho do Sol, provocada pela passagem da Terra diante do astro, e deduzir a existência do nosso planeta. Essa passagem é chamada pelos astrônomos de trânsito.
Os extraterrestres podem estar usando os trânsitos para sincronizar uma transmissão de rádio para nós, diz Shostak.
Jornal O Estado de S. Paulo
Caderno Geral
segunda-feira, 9 de junho de 2008, 09:50 Online

ÁGUA PRA GENTE

*por William Ferreira A água passa nos canos, mas não é para os canos. É para as pessoas, para os animais, para as lavouras, até mesmo...